19/01/2018 •
5 min. de leitura

Não foi ao NRF? Confira algumas das tendências do mercado varejista mais marcantes para 2018!

Prometemos e voltamos! Hoje vamos te contar um pouco mais sobre alguns assuntos que permearam o mais importante evento varejista do mundo, o NRF Retail’s Big Show, que aconteceu de 09 à 18/01 (contando traslados, pré-evento, conteúdo e pós evento) na cidade de Nova York, Estados Unidos. Mas, olha, fique ligado por aqui, porque estes são apenas três insights que selecionamos para te contar, ainda temos muitos pontos importantes que foram discutidos no evento e que vamos aprofundar aqui no Blog com você, ok!?

 

 

Qual o preço des...quer dizer, qual é o propósito da sua empresa?

A maioria dos consumidores do mercado varejista não estão mais tão preocupados se o seu produto oferece uma cor ou versão a mais que o do concorrente. Sim, estes diferenciais ainda devem ser considerados e renovados sempre que possível, mas mais que mercadorias os clientes de hoje querem consumir propósitos.

Alguns exemplos de frentes que são frequentemente observadas estão entre se aquela marca não realiza teste de produtos em animais, se não desmata florestas ou agride a natureza, se favorece comunidades carentes, se não exerce trabalho escravo, entre outros.

A GS&MD (Grupo Gouvêa de Souza) apresentou um estudo que realizou com empresas varejistas e apontou os seguintes números em resposta à pergunta “qual é o propósito da sua empresa?”: 36% uma detecção de oportunidade de mercado, 16% causar impacto positivo na vida das pessoas, 14% ter a solução para problemas comuns do dia a dia, 13% a busca da realização de um sonho, 8% atender a necessidades financeiras, 7% o desejo de empreender.

Apenas 16% das empresas entrevistadas captaram a alma do que é o propósito. Quando você fala de impactar a vida das pessoas pesca o grande peixe que os consumidores procuram nas marcas hoje: a empatia. E, como bônus, ainda leva a oportunidade de promover ações que mudam histórias e não um problema ou outro.    

 

Sua empresa pode começar com um produto e florescer em um conceito. Atente-se!

Ainda no embalo do tópico anterior agora vamos falar sobre o desabrochar de algumas empresas, que neste caso, é a migração de um produto para um conceito. Iniciar o seu negócio no varejo vendendo é mais do que óbvio, mas já te disseram que talvez ela possa virar um propósito?

Para ilustrar temos aqui o caso de duas empresas internacionais: As americanas Rent the Runaway e a Tesla.

A Rent the Runaway nasceu com o intuito de alugar vestidos de noiva, fatia do mercado normal de se ver por aí. Mas, com a evolução da marca o que ela ganhou foi a chance de fazer as pessoas embarcarem em seu slogan “Compre menos, use mais”, aumentando o seu catálogo de modelos para roupas cotidianas e criando pacotes de assinaturas, permitindo que pudessem alugá-las para todas as ocasiões.

No caso da Tesla, ela foi criada para produzir carros elétricos. Conceito que já tinha uma veia de sustentabilidade. Porém, o que aconteceu com a grande virada desta marca foi a incorporação do conceito de energia sustentável como polo de produção, assim expandindo ideias para criações de vários outros produtos que atendessem o conceito.

Entre eles há baterias, carregadores mais potentes para os carros (consumindo menos energia e permitindo viagens longas), carros com capacidade de direção autônoma e um filtro para automóveis que dissipa com mais eficiência as impurezas do ar, impactando muito menos a poluição do ambiente.

  

A palavra de ordem é: Omnichannel. E quem dita as regras é o consumidor!

Diz pra gente se você, quando na posição de consumidor, não fica muito incomodado quando tenta contatar uma empresa por um canal e ela fica te jogando pra outros e outros, até que você desiste e acaba abrindo uma relação formal pra um problema novo, além do que você já tinha: a falta de atendimento.

Este assunto está extremamente em alta no mercado e o direcionamento dele é que os consumidores possam ter vários canais de acesso as empresas, mas que seja atendido da mesma maneira e para todos os problemas em todos eles.

O tempo em que as empresas ditavam estas regras está chegando ao fim e o “Para trocas ligue XXXXX-XXXX, para reclamações enviei e-mail para reclamacoes@fulano.com.br” sai para dar espaço a contatos diretos por Whatsapp, Facebook e Twitter, por exemplo. Os e-mails e telefones ainda continuam na ativa, mas cuidado com os bots de resposta, o contato mais próximo possível com um ser humano para a resolução de problemas com certeza vai alegrar os seus clientes.

Estes foram alguns dos assuntos marcantes que o nosso CEO, Pedro Chiamulera, trouxe na mala aqui para o Brasil para dividirmos com vocês. Mas, como eu disse mais acima, continuem acompanhando nossos conteúdos, pois tem muitos mais tendências de mercado que vamos trazer aqui para você! Até a próxima ;)

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