5/10/2020 •
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Alta do e-commerce na pandemia seguirá, mas cuidado com a fraude!

Vender no e-commerce é uma grande oportunidade, mas se prevenir contra a ação de fraudadores é etapa obrigatória para lojistas virtuais

 
 

A até então inimaginável situação pela qual o mundo tem passado em 2020 fez disparar o número de lojas virtuais, já que, principalmente nos primeiros meses de pandemia, a restrição de circulação de pessoas nas ruas fez com que muitas lojas físicas migrassem para o online às pressas.

Com isso, os números do e-commerce no Brasil, que já seguiam uma tendência de crescimento mesmo antes do período de pandemia, dispararam a patamares realmente sedutores.

Cenário do e-commerce em meio à pandemia

Segundo levantamento divulgado trimestralmente pela Neotrust/Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, o setor faturou R$ 33 bilhões no segundo trimestre deste ano, mais do que o dobro do valor registrado no mesmo período do ano passado (um crescimento de mais de 104%).

“Com a pandemia, consumidores trouxeram praticamente todo seu consumo para o ambiente digital, gerando aumento significativo de pedidos e de faturamento. Foi possível notar essa tendência em todas as datas sazonais importantes para o varejo desde que o novo coronavírus chegou ao Brasil, e acredito que vamos continuar observando esse aumento massivo de compras durante o resto do ano”, afirma André Dias, CEO da Neotrust e diretor de Inteligência da ABCOMM (Associação Brasileira de E-commerce).

Crescimento que veio para ficar

A opinião do executivo da Neotrust é unanimidade entre consultorias e empresas de inteligência de mercado. Todas acreditam que, mesmo após a chegada da vacina e a retomada da ‘vida normal’, muitos consumidores e muitas lojas que ingressaram no e-commerce tendem a permanecer nele, mantendo-o como um mercado em pleno crescimento.

Dados da fraude no e-commerce

Obviamente, tal cenário faz com que diversos empreendedores e empresários fiquem seduzidos em investir em lojas virtuais. O problema, no entanto, é que este crescimento traz uma inexperiência natural, tanto por parte de quem compra quanto por parte de quem vende, o que abre brechas para a atuação inescrupulosa de fraudadores.

Vale ressaltar, aliás, que muitos lojistas ingressam no mercado digital sem saber, por exemplo, que os prejuízos dos chargebacks causados pela fraude ficam totalmente sob sua própria responsabilidade, e não são divididos com as operadoras de cartões.

Fraudes evitadas

Para se ter uma ideia do tamanho que este prejuízo pode ter, somente no primeiro semestre deste ano, foram mais de R$ 765 milhões em fraudes evitadas, em um valor 63,5% superior aos prejuízos evitados no e-commerce no mesmo período de 2019.

Para o estudo, foram analisados mais de 53,4 milhões de pedidos do e-commerce, todos com pagamento via cartão de crédito, representando um valor total de aproximadamente R$ 24,2 bilhões. Desta base, 760.301 pedidos foram classificados como tentativas de fraude.

Ticket médio da fraude

O ticket médio dos pedidos classificados como tentativas de fraude ficou em R$ 1.007, valor consideravelmente maior do que o valor visto nos pedidos bons. Essa diferença, no entanto, não pode ser considerada surpreendente, já que fraudadores buscam produtos mais caros e com maior liquidez.

“O fraudador, obviamente, não tem intenção de pagar pelo produto, o que torna o valor da compra uma variável importante na hora de determinar o risco da transação. Critérios como liquidez e facilidade de revenda são muito mais importantes para o fraudador, e não promoções ou algo do tipo. Se ele não vai pagar, pouco importa para ele se o produto é caro ou barato”, explica Bernardo Lustosa, CEO da ClearSale.

Segmentos

O segmento de celulares, acompanhando uma tendência vista há algum tempo no e-commerce, liderou o ranking de tentativas de fraudes em todos os seis primeiros meses do ano. Mais uma vez, a explicação está na liquidez e facilidade de revenda.

“É um produto que muitas vezes tem alto custo de aquisição e que muitas pessoas desejam ter. Com isso, o mercado paralelo para estes itens costuma estar sempre aquecido. Some isso à facilidade de transporte dos mesmos, e você tem produtos que podem ser considerados mais suscetíveis a fraudes”, diz Lustosa. “Na ClearSale, sempre dizemos que é mais fácil carregar um celular do que carregar uma geladeira”, completa.

Regiões

Na quebra por regiões, a Norte é a que teve maior índice de tentativas de fraude no período, com 3,44%. Em seguida, a região Nordeste aparece no ranking com 2,17%, praticamente empatada com a Centro-Oeste, que ficou com 2,13%. As regiões Sudeste, com 1,25%, e Sul, com 0,79%, foram as que apresentaram os menores índices de tentativas de fraude.

Mês a mês

Analisando mês a mês, fevereiro foi o que registrou maior índice de tentativas de fraude: 1,89%. Em segundo lugar, janeiro aparece com 1,70%, enquanto março teve 1,61%, abril ficou com 1,39%, e junho, com 1,24%. Maio foi o mês com menor índice: 1,17%.

Uma hipótese que explica fevereiro com o maior índice de tentativas de fraude no semestre é o Carnaval, que ocorreu antes da crise do coronavírus, e, como nos outros anos, reduziu o volume de pedidos do e-commerce naquela semana, mas sem uma queda nas tentativas de fraude, resultando em um leve aumento percentual de tentativas de fraude

Perfil

De acordo com o levantamento, homens até 25 anos são os que mais sofrem tentativas de fraude em suas compras: 3,48%. Na comparação com as mulheres, os homens sofrem mais tentativas em todas as faixas etárias.

“Não é possível afirmar com exatidão os motivos por essa discrepância, pois a fraude, além de dinâmica e sofisticada, também é generalizada, não escolhe gênero, faixa etária e nem algo relacionado. Todos devem fazer compras sabendo que isso é seguro, mas que alguns cuidados são necessários e não demandam muito esforço”, finaliza Lustosa.

Como evitar fraudes em seu e-commerce

Muitos varejistas online optam por fazer o trabalho antifraude e de gestão de riscos por conta própria, o que os faz cair em armadilhas perigosas, como a visão limitada e o desconhecimento de indicadores importantes para garantir que se está no caminho correto.

Por isso, contar com um parceiro especializado em prevenção a fraudes é garantir que a expertise seja aplicada em prol da confiança entre varejo e consumidor, além de garantir a manutenção de resultados altamente satisfatórios nos indicadores.

ClearSale pode ajudar

A ClearSale vai muito além do combate a fraudes, ajudando a criar e rastrear os indicadores que ajudam empresas no processo de expansão dos negócios. Nossa abordagem exclusiva para prevenção de fraudes significa que não apenas impedimos a ocorrência de fraudes - também aprovamos mais pedidos legítimos, o que ajuda a aumentar suas vendas.

Combinamos a avançada tecnologia das inteligências estatística e artificial com a maior equipe do mundo de analistas especializados em fraudes, para oferecer uma abordagem equilibrada e diferente de qualquer outra coisa disponível no mercado.

Desde a nossa fundação, em 2001, nos dedicamos a inovar constantemente para otimizar e aperfeiçoar nossos processos, com objetivo de reduzir fraudes e falsos-positivos ao mesmo tempo em que o varejista aumenta vendas, receita e satisfação do cliente.

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Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.