11/01/2018 •
5 min. de leitura

Entenda como a era digital pode ser uma aliada contra a fraude em financiamentos

Comprar um veículo, parcelar aquele cruzeiro tão aguardado ou um equipamento de trabalho para alavancar sua produtividade, são ações que sempre geram muitos pontos a quem os adquire. Pois, além de envolver um valor alto (por muitas vezes), também coloca em jogo uma grande expectativa sentimental daquele cliente. Sendo assim, fora as desconfianças do consumidor, os processos das empresas acabam se tornando mais burocráticos, para que estas experiências de compra não tenham falhas para ambas as partes.

 
 

O segmento de financiamentos também sempre foi uma fatia do mercado mais vista como “física”, tanto em relação aos canais de venda, quanto à forma como se analisa a veracidade dos dados e poder creditício dos clientes. Mas, como já pode ser visto pelos quatro cantos do mundo, a digitalização do mercado está aí e, quem não a acompanha, vai se deparar com problemas cada vez maiores. Principalmente envolvendo a experiência do consumidor e a expectativa de aumento de receita, que é o ponto aonde queremos chegar.

Assim como o mercado evolui para o bem, a fraude neste mesmo mercado também evolui para o mal. Hoje há diferentes tipos de fraude acontecendo no segmento de financiamentos que não são enxergadas “a olho nu”, por isso vamos te ajudar a entende-las.

 

Os tipos de fraude no segmento de financiamentos

Venda indevida. Já conhecida de outros mercados como Telecom, a venda indevida parte de vendedores mal intencionados que precisam bater metas de vendas e imputam produtos e serviços a clientes que não os solicitaram.

Subscrição.  Mais comum no mercado, inclusive também muito vista no e-commerce, a subscrição consiste no roubo de dados de bons compradores, imputados a uma compra de um produto ou serviço.

Perfil espelhado. Este tipo de fraude acontece dentro da subscrição. Nela o fraudador cria um e-mail que considere fácil de passar por uma avaliação antifraude não muito atenta, com um nome e um sobrenome de sua escolha e, com aquele mesmo e-mail, começa a fraudar pessoas com o nome completo parecido com aquele. Por exemplo: Com o e-mail rafael.pacheco@loreipsum.com ele tenta fraudar um Rafael Pacheco da Silva, um Rafael Pacheco Oliveira, um Rafael Pacheco Albuquerque e assim por diante.

Comprador interno. Neste caso, os proprietários ou proprietárias (não é uma unanimidade) de concessionárias de carros compram um veículo em seu nome, a empresa recebe o dinheiro do banco financiador, alimenta o capital de giro da loja e a pessoas em questão ganha a comissão daquela venda (que é o foco!). E assim que ela vende um próximo carro, utiliza aquela quantia anterior para cobrir o valor.

Fraude amigável. Muito conhecida também em outros segmentos, a fraude amigável, consiste em se utilizar dados de parentes e amigos próximos, sem sua prévia autorização, para adquirir produtos ou serviços.

Vendedor fantasma. Aqui o caso é o seguinte: Um vendedor ou vendedora de um produto qualquer (principalmente ergonômicos, pois atraem pessoas da terceira idade), obtém os dados de possíveis compradores e os utilizam para fazer diferentes simulações de financiamento em uma determinada empresa. Quando aquele vendedor recebe a primeira proposta para assinatura do solicitante (a vítima!), passa ao verdadeiro dono dos dados para colher a assinatura, dizendo que é ligado ao produto que ele ofereceu (um colchão ou travesseiro especial, por exemplo) e dali em diante, se qualquer uma das outras propostas for aprovada, ele consegue obter o financiamento, mesmo com a assinatura da proposta não aceita pela financiadora.

 

Cenário à vista. Agora como o antifraude atua na proteção dos financiamentos?

A vantagem do serviço antifraude, que tenha forte apelo para a análise do comportamento digital do consumidor, é que, além de você ter documentos e mais documentos de quem solicita o produto ou serviço para analisar a proposta, você consegue enxergar a maneira como ele se comporta em compras no universo online para rastrear trejeitos de compra, tendo em vista que o Brasil é o terceiro país no mundo que mais compra onlline (segundo pesquisa do Sebrae).

Aqui na ClearSale, por exemplo, há uma base única de dados das movimentações de compra online (que detém 85% de marketshare), que nos geram importantes dados para análise de padrões de ataques, técnicas utilizadas por fraudadores e a geração de alertas aos perfis já detectados. Além disso, há também a importância de um experiente time de analistas que consegue averiguar pequenas mudanças de comportamento e retroalimentar nossas ferramentas tecnológicas.

Assim, podemos ajudar nossos clientes a estarem sempre um passo à frente da fraude, preservar a experiência dos bons consumidores e evitar a barragem de compras seguras que tenham pequenos pontos de atenção, aumentando a taxa de conversão.

Abusar das ferramentas de segurança que o mercado lhe oferece é um ótimo trunfo para o seu negócio, não se prenda apenas a métodos tradicionais. Porém, cuidado! Se esta ferramenta não tiver um olhar calibrado para a subjetividade humana que está emaranhada as fraudes, recusas automáticas e exageros em regras de reprovação, poderão lhe custar um escoamento de receita e também fricção na experiência do seu usuário. Bora vender mais e melhor?

Espero que tenhamos te ajudado a entender um pouco mais sobre a fraude no segmento de financiamentos. Para estar sempre por dentro das informações que temos para você, assine nosso blog e saiba cada vez mais como proteger o seu negócio da fraude!

Converse agora com os nossos especialistas em segurança:

Escrito por

Posts de convidados da Clearsale.