19/03/2019 •
2 min. de leitura

MRC 2019: veja como foi o workshop avançado sobre pagamentos

Rene Pelegero, presidente da Retail Payments Global Consulting Group, e Robert Savage, diretor de Pagamentos da T-Mobile, exploram mais densamente o cenário global de pagamentos mobile e por meio de carteiras digitais

 
 

Quando começa a ganhar escalabilidade em seu e-commerce, uma das primeiras ações que o varejista precisa pensar é como expandir o negócio para além do mercado local onde nasceu a loja virtual. Neste processo, é imprescindível que a cadeia vital dos meios de pagamento esteja apta a suportar tal crescimento, de forma que permita uma alta taxa de aprovação de pedidos com baixo índice de chargeback, além, é claro, de preservar a segurança de toda informação que passa por este fluxo.

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Processamento nos meios de pagamento

Estudos recentes mostram que nos EUA, por exemplo, os custos com processamento de pagamentos comprometem, em média, entre 2% a 5% da receita de um comércio eletrônico, e que este mesmo custo pode chegar a 30% do valor de itens com menor ticket médio.

Obviamente, são custos realmente altos, e que ocorrem porque a cadeia que envolve o processamento de uma transação, desde a efetivação do pedido até o momento em que o dinheiro cai na conta do varejista, é complexa e envolve a contratação de inúmeros especialistas – gateway, adquirente, antifraude, bandeira do cartão, banco emissor e etc.

Portanto, é fundamental que o negócio tenha condições de conviver com este processo de forma sustentável. Ou seja, é preciso ter um volume de vendas que torne o comércio lucrativo, apesar de todas as taxas a serem pagas aos fornecedores destes serviços.

Não pague para vender e fique de olho nas novas tecnologias

Para conquistar e manter um bom volume de vendas, o varejista precisa aprovar mais pedidos, reprovar menos e diminuir o índice de chargebacks. Sem que isso aconteça, a conta simplesmente não fecha, e a partir daí seria como se o lojista estivesse ‘pagando para vender’.

Com isso, torna-se necessário ao varejista estar ligado e pronto para aceitar as mais diversas formas de pagamento por parte do consumidor. O cartão de crédito ainda é responsável por abocanhar uma grande fatia deste mercado, sendo o preferido de mais de 61% das pessoas.

Apesar disso, meios ainda mais modernos, como as carteiras digitais, vêm ganhando cada vez mais espaço. Cabe ao varejista entender este cenário em transformação, para que a tomada de decisão seja a mais correta possível no momento da definição de estratégias sobre autenticação de usuários e autorização de pagamentos.

É preciso otimizar o processo de autorização de dados e aprovação de pedidos, o que torna essencial o domínio de leitura de indicadores-chave. O varejista precisa saber exatamente o quanto reprova e o quanto está deixando de vender sem nem ao menos ter certeza que está, de fato, reprovando tentativas de fraude, ainda que ele precise insistir que seus fornecedores abram estes dados a contragosto.

Atinja níveis de excelência

Para alcançar níveis de excelência, o lojista precisa garantir a calibração constante dos meios de autenticação e autorização de pagamentos. Processos modernos e que são constantemente reciclados tendem a melhorar indicadores e a ajudar o varejista a trabalhar sempre com ROI compensador.

O pagamento tem que ser pensado como uma grande troca de valor. Um consumidor paga por um produto ou serviço que agrega algo relevante à vida dele, da mesma forma que um varejista precisa entender que o dinheiro recebido nesta troca justa é de vital importância em um ecossistema que precisa ser, cada vez mais, colaborativo para ser saudável.

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Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.