20/04/2018 •
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UX a toda velocidade: O consumidor demandando a sua própria experiência de compra

A cada dia que passa vemos empresas aproximando seus clientes cada vez mais dos seus processos de compra, principalmente em transações online. Há alguns anos nossas decisões de compra ainda eram estritamente guiadas por indicações, propagandas, campanhas, preço, entre outros chamarizes. Você deve estar se perguntando “ué, mas ainda não é assim?”, a resposta é sim, porém não são mais fatores tão determinantes e, depois de ler esta matéria, você com certeza vai repensar a relação atual de consumo entre pessoas e empresas.

 
 

Um dos exemplos mais imperceptíveis de aproximação dos consumidores com o seu poder de compra, são os serviços de comparação de preços. Aqui no Brasil isto nasceu praticamente junto com o e-commerce através do Buscapé em 1999 e não muito antes, em 1997, nascia também o StreetPrices (Santa Clara, CA – USA), com gráficos de preços e envio de e-mails alerta quando valores de produtos caíam.

Esta movimentação fez com que empresas que estavam à margem das marcas mais populares ganhassem espaço e que surgisse uma nova frente de “empoderamento” do consumidor, pois além do acesso a produtos diferenciados, eles também puderam aumentar seu alcance a melhores preços.

Quando falamos de refrigerantes, por exemplo, há dois nomes que sempre virão diretamente a cabeça, Coca-Cola e Pepsi. Mas, hoje já podemos ver por aí refrigerantes orgânicos, como o Wewi e muito mais ofertas sucos, chás e outras bebidas com apelo tão atrativo quanto o de um refrigerante.

Novos jeitos de consumir produtos antigos no mercado ganharam espaço com o poder de aproximação do consumidor do processo de compra, pois agora algumas exigências que não tinham espaço em um modelo de venda engessado, passam a ser ouvidas e transformadas em novos produtos gerados por novas demandas.

Ainda falando de produtos que surgiram por uma inquietação de público, há um ótimo exemplo que, inclusive, vem acompanhado de um daqueles motores de decisão de compra mais antigos que citei acima, o preço. Por isso vale lembrar que estes antigos guias não sumiram da cabeça dos consumidores, só não são mais os únicos fatores determinantes. Estamos falando da Brandless.

Surgida em San Francisco, Califórnia (USA), esta loja de vendas online assume 100% da produção do seu estoque, inclusive as embalagens, e coloca tudo à venda por apenas 3 US$. Com esta ação a loja consegue eliminar taxas de exclusividade de marca, incentivar pequenos produtores e aproximar os consumidores dos ingredientes de cada produto, informação que eles colocam no lugar das logomarcas, que é mais uma brecha em uma demanda do novo perfil de consumo preenchida, a aproximação do que realmente estamos ingerindo.

Se há um ponto de convergência entre todos estes exemplos de “empoderamento” do consumidor que trouxemos aqui, é a busca por um propósito e não um produto. A mais nova demanda desta importante parcela de consumidores é a busca por empresas, que tenham como objetivo, um bem maior e que contribua com a evolução da sociedade. Um exemplo muito claro que temos é a Tesla, esta gigante do setor automotivo americano que nasceu pela ideia de produção de carros elétricos, hoje entrega o conceito de energia sustentável não só para carros, mas sim para a vida das pessoas.

E porque não falarmos do Movimento Compre & Confie. Este projeto, idealizado pela ClearSale, é mais do que um aplicativo que permite ao consumidor final barrar uma compra que tenha sido feita com seus dados sem o seu consentimento, mas sim a união de todo mercado para que tenhamos ambientes de compra e venda cada vez mais transparentes, seguros e com o consumidor no centro de uma das frentes de qualidade da sua própria experiência de compra.

As tendências de mercado não param de surgir. Cada vez mais fala-se em valorizar o UX (User Experience) nas empresas, investir em Machine Learning, planos de contenção de danos sociais e muito mais novidades, que tem colocado inúmeras empresas à prova quanto a este novo jeito de se vender, que definitivamente, tem o consumidor como quem dita as regras.

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