19/01/2021 •
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Azure: entenda o serviço de nuvem da Microsoft

Cada vez mais útil ao dia a dia de pessoas e empresas, tecnologia de armazenamento de dados em nuvem ainda pode despertar dúvidas

 
 

Antes de entendermos especificamente o que é o Azure, precisamos entender melhor o conceito de serviço na nuvem, que, apesar de já ser bastante comum no dia a dia das pessoas, ainda pode passar despercebido em muitos casos.

O que é um serviço na nuvem?

Os serviços em nuvem são aqueles disponibilizados ao usuário final totalmente por meio da internet, incluindo servidores, armazenamento, bancos de dados, rede, software, análise e inteligência. Normalmente, paga-se apenas pelo uso, e os serviços podem ser acessados por vários dispositivos diferentes, desde que haja acesso à internet. Algumas das características importantes do serviço em nuvem são:

Alta disponibilidade

Os serviços em nuvem costumam informar, no momento da contratação, qual é o SLA (Service Level Agreement ou Acordo de Nível de Serviço, em português) que costuma figurar na casa dos 99,9% de disponibilidade.

Recursos sob demanda

Nos serviços em nuvem, principalmente nos de armazenamento, é comum conseguirmos aumentar a disponibilidade de consumo/espaço com poucos cliques e em pouquíssimo tempo.

Acesso via internet

Os serviços em nuvem têm por padrão uma grande facilidade de acesso, podendo ser acessados por vários dispositivos diferentes.

Medição de uso

Os serviços em nuvem, por terem recursos sob demanda, costumam disponibilizar o quanto do serviço já foi consumido em um determinado espaço de tempo, facilitando o entendimento se o plano contratado se adequa à necessidade do usuário.

Segurança

É comum que os dados que acessamos em um serviço na nuvem estejam duplicados e criptografados nos servidores do fornecedor.

Muitos dos serviços em nuvem são soluções de dificuldades que tínhamos antes. Um exemplo que hoje se aplica à maioria das pessoas é o armazenamento de fotos. Antes, nossas fotos ficavam armazenadas somente nos dispositivos em que eram capturadas, e era comum para uma pessoas fazer cópias de forma manual para HDs externos ou notebooks.

Com os serviços de armazenamento em nuvem, uma foto tirada em um celular com acesso à internet pode estar na nuvem em poucos segundos, podendo ser acessada via computador ou mesmo de outro celular, sem muito trabalho ao usuário.

Trazendo as características do serviço em nuvem para o exemplo, os serviços mais comuns têm uma cota gratuita de armazenamento, que pode ser aumentada para uma cota maior e paga com facilidade (recursos sob demanda), estão disponíveis em poucos segundos para acesso por vários dispositivos (alta disponibilidade e acesso via internet) e são acessadas somente via login e senha da conta do usuário, além de terem backups (segurança).

Como falamos sobre armazenamento, é comum o questionamento de onde ficam salvos esses dados. Isso varia bastante de serviço para serviço, mas de um modo geral os dados ficam salvos em servidores da empresa fornecedora do serviço. E, para o backup, é comum os arquivos serem copiados para outros servidores que podem estar até mesmo em um país diferente do original, protegendo os dados em casos de desastres naturais ou falhas em uma região.

O que é Azure?

Agora que já entendemos o que é um serviço nuvem, fica mais fácil falar sobre Azure, que é a plataforma de nuvem da Microsoft, onde são fornecidos serviços que ajudam a desenvolver soluções e hospedar serviços.

Na plataforma Azure, é possível encontrar diversos serviços de TI, desde para disponibilizar um site na internet até mesmo criar uma infraestrutura maior com máquinas virtuais e configurações de rede.

Fazendo uma comparação com outro serviço da Microsoft, para deixar mais claro, o Azure é como o Microsoft Office. O Office é uma plataforma com produtos como Word, Excel e Power Point, sendo que cada um tem suas próprias características e usos específicos. O mesmo ocorre com o Azure, que tem produtos como Web App, Azure Functions, Virtual Machines, Cosmos DB e muitos outros.

Com essa possiblidade de contratar o serviço que mais se adequa ao uso, o Azure consegue atender desde startups que queiram apenas colocar um site na internet, até mesmo grandes empresas que queiram ter toda sua infraestrutura de TI na nuvem. Uma grande vantagem para esses dois casos é a facilidade em gerenciar seus recursos.

Pegando o evento da Black Friday como exemplo, onde os acessos aos sites das empresas aumentam muito, seria necessário aumentar o número de servidores para garantir o atendimento da demanda. Isso implica em gastos de dinheiro e tempo para contratar novos servidores, configurá-los, e testá-los, além dos profissionais para executar todas essas tarefas.

Com o Azure, podemos aumentar o número de servidores disponíveis em poucos minutos, além de fazer esse crescimento ocorrer conforme a demanda, tornando o processo muito mais rápido, eficaz e menos custoso.

As siglas de cloud: IaaS, PaaS e SaaS

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Quando entramos no mundo de cloud, encontramos alguns conceitos novos que não existiam no modelo de TI antigo. Alguns desses conceitos são usados como siglas e são essenciais para entendermos o funcionamento de especificidades de cloud. Alguns dos mais comuns quando olhamos para os serviços do Azure são IaaS, PaaS, SaaS e Serverless.

No caso de IaaS (infrastructure as a service ou infraestrutura como serviço, em português), o usuário final aluga um serviço de infraestrutura de TI do provedor de nuvem. Neste caso, o usuário tem mais acesso à configuração dos serviços que está usando, podendo fazer uso de forma a utilizar o máximo possível dentro do recurso e deixá-lo menos ocioso.

PaaS (platform as a service ou plataforma como serviço, em português) fornece um ambiente de desenvolvimento e implantação na nuvem, onde o usuário pode se preocupar menos com configuração e gerenciamento de infraestrutura. Nesse caso, o cliente contrata não só a infraestrutura do provedor de nuvem, mas também uma plataforma que facilita o desenvolvimento.

SaaS (service as a service ou serviço como serviço, em português) fornece um software pela internet sob demanda, normalmente baseado em assinatura. Nesse caso, o usuário não precisa se preocupar com configurações ou desenvolvimento, pois recebe o produto pronto para uso.

No caso do Serverless (sem servidor, em português), é eliminada a necessidade de gerenciar infraestrutura, permitindo a criação de aplicativos de forma rápida. Nesse caso, o provedor do serviço em nuvem provisiona e gerencia toda a infraestrutura necessária para executar a aplicação. Isso facilita para um uso mais eficiente dos recursos e mais facilidade para escalar a aplicação. E, embora o nome possa parecer sugestivo, o servidor só não é gerenciado pelo usuário, mas também pelo provedor da nuvem.

Vantagens de usar serviços em nuvem

Quando falamos sobre os serviços em nuvem, é natural que, entre explicação e exemplos, já fiquem claras as vantagens no seu uso. Mas, nesse tópico, vamos reforçar quais são essas vantagens e falar também das desvantagens.

Custos

As empresas economizam dinheiro e tempo que seriam gastos com hardware e configurações.

Segurança

O Azure segue várias normas internacionais de segurança.

Disponibilidade

Para a maioria dos produtos, o Azure entrega um SLA de 99,9%.

Controle de gastos

O Azure nos fornece uma visão de qual o custo atual e uma previsão de custos ao fim do mês, além de uma calculadora onde podemos ter uma visão de quanto custaria um determinado serviço.

Escalabilidade

Usando o Azure, podemos rapidamente escalar nossos componentes de acordo com a demanda.

Inovação

O time da Microsoft está sempre desenvolvendo novas funcionalidade para os produtos existentes, além de novos produtos.

Mobilidade

Podemos instalar nossa aplicação em várias lugares, uma vez que o Azure tem datacenters espalhados por todo o mundo.

Desvantagens de usar serviços em nuvem

Custos

Ao mesmo tempo que os custos são uma vantagem, eles podem ser uma desvantagem, caso haja falta de conhecimento que nos leve a configurações que consomem mais do que realmente precisamos, acarretando em custos desnecessários.

Curva de aprendizado

Como o Azure tem uma grande quantidade de produtos, para soluções mais complexas é necessário buscar mais conhecimento, que pode levar a mais tempo nos primeiros desenvolvimentos.

Falta de profissionais treinados

Um assunto sempre muito comentado é a falta de pessoas com treinamentos na área de TI, o que pode aumentar a dificuldade em encontrar profissionais de nível sênior.

Por onde começar o uso do Azure

Depois de entender os conceitos básicos e que os maiores riscos vêm da falta de conhecimento, é hora de entendermos por onde podemos buscar mais conhecimento sobre Azure.

Uma das maneiras mais fáceis de começar a usar o Azure é lendo a documentação feita pela própria equipe Microsoft. Mesmo tendo muitos resumos de pontos específicos dos serviços na internet, a documentação é sempre mais completa, e conta com exemplos práticos para que além de ler seja possível praticar.

Para praticar os exercícios, o Azure disponibiliza uma opção de conta que tem alguns serviços gratuitos por determinados períodos de tempo. Usando essas duas ferramentas, é possível avançar nos conceitos e até mesmo criar aplicações que permitem visualizar cenários reais.

Uma outra opção para quem deseja ter ainda mais conhecimento sobre Azure é fazer os cursos de certificações. Existem várias certificações da Microsoft para quem deseja aprender mais sobre Azure, desde o início, com exames de fundamentos, até cursos mais voltados para infraestrutura, segurança, desenvolvimento e arquitetura.

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Analista desenvolvedor na ClearSale desde 2018, graduado em Ciências da Computação pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em arquitetura e desenvolvimento na plataforma .NET pela FIAP, Allan tem trabalhando com análise e desenvolvimento de sistemas desde 2013 para diferentes setores. Também é apaixonado por música, esportes, compartilhar conhecimento, tecnologia e todas as possibilidades de melhoria e desenvolvimento que ela nos traz.