20/03/2019 •
2 min. de leitura

MRC 2019: ex-CIO da Casa Branca revela tendências sobre cibersegurança

Theresa Payton apresentou casos desafiadores que já enfrentou em anos de uma carreira brilhante contra crackers e fraudadores

 
 

Na era do Big Data e da Internet das Coisas, é evidente que a segurança de dados precisa ser uma preocupação constante. Diante de casos recentes de violação e vazamento de informações sensíveis de centenas de organizações e de milhões de pessoas em todo o mundo, Theresa Payton é a especialista à qual muitas empresas gigantes recorrem para fortalecer sua privacidade e segurança em meios digitais.

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Lugar de fala

Primeira mulher a trabalhar como CIO da Casa Branca, nomeada pela IFSEC Global como a quarta entre as 50 melhores profissionais de segurança cibernética do mundo, e tida pela Security Magazine como uma das 25 pessoas mais influentes em segurança no mundo, Theresa Payton é uma das autoridades mais respeitadas da América em operações de segurança e inteligência.

Theresa Payton no MRC Vegas 2019

Em sua participação como Keynote no MRC Vegas 2019, Theresa apresentou casos desafiadores que já enfrentou em anos de uma carreira brilhante contra crackers e fraudadores, fazendo questão de relacionar tais desafios com os enfrentados diariamente por varejistas dos mais diversos tamanhos e segmentos, como por exemplo a dificuldade de distinção entre um caso isolado de fraude e um ataque organizado e sofisticado.

Theresa apresentou um dado relevante que foi considerado assustador por muitos dos congressistas que lotaram o local da palestra: um vazamento de dados demora, em média, cerca de sete longos meses para ser detectado. Uma desvantagem praticamente fatal na corrida contra cibercriminosos.

Top Performer

Para evitar tamanho atraso na descoberta de vazamentos e prejuízos relevantes com fraudes, Theresa enfatizou a importância do varejista ser o que ela chama de Top Performer na gestão de risco. Para isso, não é suficiente apenas encontrar o equilíbrio ideal entre eficiência, prevenção, detecção e experiência de usuário, mas também é primordial que exista um ajuste contínuo deste equilíbrio.

Tal passagem reforçou a aderência da ClearSale às melhores práticas no combate à fraude, pois é exatamente assim que funciona a calibragem dos modelos analíticos nas soluções oferecidas aos nossos clientes.

Tendências até 2020

O conhecimento alcançado com décadas de dedicação e experiência, balizam Theresa a fazer o que ela própria chamou de previsões para o mercado de risco até 2020, mas que soam tão certeiros que podem ser chamados de tendências. Destacamos duas abaixo:

Fake News

Notícias falsas e desinformação terão força para destruir grandes companhias e indústrias. A Inteligência Artificial está tão aprimorada que será capaz de criar e difundir, com fins nada nobres, informações que não são verdadeiras. Basicamente, ela será capaz de mudar o que se fala.

Cibercrimes

Para Theresa, bots alimentados por um grande fluxo de dados poderão se adaptar e evoluir para cometer cibercrimes sem nenhuma intervenção humana. Ou seja, serão capazes de aprender, por meio de Machine Learning nunca antes visto, como encontrar brechas em sistemas de segurança.

Como evitar problemas

Para evitar um cenário que pode ser desastroso, Theresa enfatiza que a colaboração é fundamental na luta contra este tipo de prognóstico. Assim como a ClearSale acredita, Theresa diz que brigar pelo certo não é diferencial, todos precisam se ajudar, para que o efeito de rede criado seja seguro e confiável.

Inovação contínua

É preciso analisar continuamente todo e qualquer sistema de proteção. Na ClearSale, por exemplo, nunca paramos de criar novas formas de combater cibercriminosos, que são conhecidos, entre outras coisas, por serem extremamente dinâmicos na forma como cometem fraudes.

Ser mulher neste ramo de atuação

Embora seja um meio dominado por homens, Theresa não acredita que isso seja uma desvantagem. “Claro que já passei por problemas com machismo na minha profissão, mas não considero um obstáculo. É justamente quando sou subestimada que me sobressaio. Para cada barreira, há uma oportunidade.”, diz ela.

Para Sarah Elizabeth, gerente de Marketing da ClearSale USA, ter exemplos de sucesso como o de Theresa Payton é motivo de orgulho feminino.

”Agora que mais mulheres estão neste mercado, estamos encontrando nossa voz. Finalmente estamos construindo círculos de confiança umas com as outras, porque podemos ter obstáculos semelhantes e particulares a nós. Não há mais vergonha, nem voz oculta”, diz Sarah sobre a questão.

Mais sobre Theresa Payton

Theresa supervisionou as operações de TI da presidência dos EUA entre 2006 e 2008, período considerado sem precedentes na história por causa dos cases até então inimagináveis de vazamento de dados e informações ultra secretas da inteligência do governo norte-americano.

Atualmente, Theresa trabalha como presidente e CEO de uma empresa de consultoria de segurança cibernética de classe mundial fundada por ela mesma: a Fortalice Solutions. Além disso, é co-fundadora da Dark3, uma empresa especializada no desenvolvimento de produtos de segurança cibernética. Seu perfil é considerado ideal para organizações que exigem discrição, soluções proativas e eficientes no gerenciamento de crises. Para se ter uma ideia, a Fortalice foi recentemente nomeada uma das cinco maiores empresas inovadoras de segurança cibernética na região de Washington.

Theresa ainda é, há dois anos consecutivos, vencedora do prêmio Mulheres Empreendedoras do Ano nos EUA.

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Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.