19/12/2017 •
2 min. de leitura

Chargeback: Para o termos longe, temos que tê-lo por perto

Chargeback é uma prática que pode gerar problemas às empresas, principalmente em vendas online. Entenda o que é e saiba como lidar com essa situação.

 
 

Chargeback

O chargeback é um mecanismo que foi criado pelas operadoras de cartão de crédito, para que o consumidor não seja lesado por problemas em processamentos de compras em seus cartões, principalmente no universo do e-commerce.

Ele se categoriza como o cancelamento de uma compra virtual que não foi reconhecida pelo(a) titular do cartão de crédito ou débito utilizado na transação ou porque aquela compra não se adequa à minutas, termos ou aditivos previstos nos contratos das operadoras.

Chargeback: o que eu faço para lidar e evitar os próximos?

É neste momento que empresas como a ClearSale tem uma atuação importantíssima na carteira de fornecedores do comércio online. Na verdade, não é neste momento, mas sim um passo atrás, pois o serviço antifraude atua para prevenir este evento e não preferencialmente na sua remediação. Mas, barrar 100% da fraude é praticamente impossível, infelizmente nenhum fornecedor conseguirá te garantir isso, por isso a pergunta do momento é: o que o meu serviço antifraude pode fazer para me ajudar a correr atrás do prejuízo quando chargeback já aconteceu?

O ponto mais importe para que o serviço antifraude que você contratou trabalhe às claras com os chargebacks é repassando todas estas informações para ele. Mas, voltando aquele nosso assunto da correria do dia a dia de quem está no e-commerce, a atividade de repassar o pedido que retornou CBK (chargeback) para este fornecedor, também pode acabar ficando por último ou até não constando em sua lista de atividades.

Sim, é importantíssimo você reservar um tempo para isso e até um profissional, se for o caso, e agora nós vamos te contar o motivo.

Chargeback: é fundamental enviá-lo ao meu serviço antifraude

Separamos para você alguns tópicos extremamente importantes sobre o envio de CBK ao seu fornecedor antifraude para desenharmos juntos o cenário que é criado com estas informações:

Um CBK é a prova de um crime:Sabe todo aquele cuidado que vemos em histórias de soluções de crimes em se registrar e investigar as provas? O CBK que foi gerado no seu e-commerce por uma fraude é uma prova daquele crime, que pode te ajudar, junto ao investigador que é o seu serviço antifraude, a evitar que aquela pessoa (e outras também!) volte a lhe gerar este prejuízo.

Analisar padrões de ataque: Se você exporta suas informações sobre as fraudes que levou, isso possibilita que o serviço antifraude contratado consiga analisar e criar um olhar sobre novos padrões de ataque. Isso possibilita que a pessoa que fraudou a loja A e migrou para a loja B seja pego da mesma maneira, pois se a forma como aquele fraudador atua já foi detectada, aonde quer que ele vá, ele será encontrado com mais facilidade (inclusive se ele tentar voltar à sua loja).

Lembrando que é importantíssimo validar com o seu serviço antifraude se ele realiza este tipo de trabalho, pois este cenário vem da inteligência estatística da própria ClearSale, como um exemplo de eficiência na classificação e entendimento da fraude no mercado.

O recebimento dos CBKs calibra as soluções tecnológicas: Prevenir a fraude no e-commerce é um trabalho que exige uma estrutura tecnológica de ponta - como o Machine Learning, por exemplo -, pois as técnicas dos fraudadores também se aprimoram a cada dia. Para que este trabalho seja eficiente, mais do que barrar a fraude, os sistemas utilizados devem ser capazes de conhecer o comportamento dos compradores no universo digital. Assim conseguindo antecipar ações e não apenas as tratando. Toda tecnologia deve ter seu “cérebro” alimentado pelo máximo de informações possíveis que o ajudam a identificar problemas e mudanças de padrões.  

Funciona mesmo?

Para você ter uma ideia de como esta prática funciona aqui na ClearSale, temos dois exemplos bem sucedidos para te contar.

Primeiro caso: Um dos nossos clientes, que utilizava uma solução da ClearSale que não enquadra a nossa mesa de análise, estava com uma índice de aprovação automática dentro de um bom nível para seu segmento e, em dado momento, mesmo assim nos cobrou por uma taxa de aprovação maior, pois achava que era possível aumentar este nível mesmo sem conhecermos os índices reais de chargeback (afinal, há 6 meses eles não nos enviavam informações de CBK).

Mesmo depois de apontarmos todos os riscos ao cliente e insistirmos não aumentarmos a aprovação até termos a informação de CBK, eles quiseram seguir com a ideia. Algum tempo depois, este cliente contratou uma pessoa para cuidar exclusivamente dos chargebacks da empresa e...

RESULTADO: Após nos enviar todos as informações que estavam em atraso, identificamos um aumento 5x na taxa de chargeback sobre o valor da última que havia sido registrada meses antes.

Segundo caso: Após algumas análises, um dos nossos clientes decidiu optar por outro método antifraude, deixando de fazer parte da nossa carteira. Ao sair da ClearSale, onde estava com seu índice de chargeback controlado, apenas dois meses depois o recebemos de volta com um enorme problema: sua taxa de CBK havia aumentado em 10x!!! E, felizmente, após seu retorno, a taxa anterior foi reestabelecida poucas semanas depois.

Este segundo case serve inclusive, não só para exemplificarmos como o envio dos CBKs para o seu serviço antifraude é importante, mas que também devem ser estudados e aplicados com as melhores técnicas possíveis, pois ter a faca e o queijo na mão não quer dizer que ele será bem fatiado, ok!?

Espero que tenhamos te ajudado a entender um pouco mais sobre o chargeback e o universo antifraude com mais este conteúdo.

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Escrito por

Posts de convidados da Clearsale.