10/03/2021 •
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Marketplace: como funciona a fraude neste canal

Modelo de negócico traz, obviamente, vantagens e desvantagens, mas seu crescimento faz com que o cuidado com a fraude seja essencial. Saiba mais!

 

Desde que chegou ao Brasil, em 2012, o modelo de marketplace ganhou destaque no país. Funcionando como uma espécie de shopping center virtual, por reunir diversas marcas e lojas em um só lugar, é um canal que permite ao varejista expor seus produtos e serviços em plataformas de maior visibilidade.

Apesar disso, ainda é um modelo que divide opiniões no mercado brasileiro, pois muitos varejistas ainda acreditam que o marketplace representa total dependência e falta de identidade às marcas.

Independentemente de suas vantagens e desvantagens, no entanto, o modelo tem feito cada vez mais sucesso no Brasil, e isso, infelizmente, também atrai fraudadores, que buscam brechas em sistemas de segurança e meios diferentes para cometer seus crimes sem que sejam notados.

Tal fato, obviamente, faz com que todos os envolvidos neste ecossistema precisem conhecer a fraude em marketplace e, posteriormente, combatê-la.

Tipos de fraude no marketplace

As fraudes em marketplace têm alguns pontos comuns às fraudes clássicas conhecidas no e-commerce tradicional. A diferença é que, justamente pelo fato de ser mais fácil combater aquilo que já se conhece, fraudadores desenvolveram formas bem específicas de fraude em marketplace, para que possam atuar por bastante tempo antes de ser notados. Confira as duas principais maneiras:

Seller fantasma

Seller é nome dado ao varejista que coloca sua loja para vender em um marketplace. Quando um fraudador (ou uma quadrilha deles) abre uma loja para vender o que não tem ou apenas para “sacar” dinheiro de cartões de crédito clonados ou roubados, dá-se o nome de seller fantasma, já que a loja não é verdadeira ou legítima.

Nestes casos, geralmente, os fraudadores forjam uma empresa (ou se apropriam dos dados) para conseguir se cadastrar no marketplace. O problema dos fraudadores, neste caso, é que como não têm produtos ou serviços para entregar, as reclamações de clientes lesados podem chamar muita atenção e fazer com que a loja seja desativada pela plataforma.

Cliente fantasma

Para evitar que a falsa loja seja desativada pelo marketplace, fraudadores criaram um método que também falsifica o cliente que faz a compra. A explicação é simples: o markeplace oferece, grande parte das vezes, a antecipação do valor das vendas aos lojistas. Com isso, fraudadores usam dados roubados de cartões de crédito de bons consumidores para efetivar compras nas lojas fantasmas.

Assim, a venda é feita normalmente, o markeplace antecipa o valor para o lojista, que na verdade é um fraudador, e o prejuízo vai para um consumidor que nada tem a ver com aquele esquema, e que só saberá que algum tempo depois que foi vítima de uma fraude. Este tipo de crime, obviamente, leva mais tempo para ser descoberto.

Quem fica com o prejuízo da fraude?

Basicamente, quem fica com o prejuízo da fraude no marketplace é a empresa que mantém a plataforma funcionando. E isso acontece tanto na antecipação de valores aos fraudadores que se passam por sellers, quanto nos casos em que os consumidores pedem estorno das compras que não reconhecem em seus cartões de crédito.

Como prevenir a fraude no marketplace

As empresas que mantêm marketplaces precisam contar com um parceiro especializado no combate a fraudes. Embora algumas delas optem por fazer isso internamente, é muito difícil obter bons resultados quando não se pode ter uma visão global do mercado como a que um parceiro consegue.

Se a empresa não contar com uma parceria antifraude especializada, a gestão interna de combate a fraudes terá limitações importantes e, consequentemente, não evitará todos os tipos de ações fraudulentas. Os avanços tecnológicos permitem aos fraudadores um considerável ganho de escala e sofisticação, e é cada vez mais fundamental às empresas que querem expandir seus negócios, principalmente no mundo digital, uma atuação consistente, capaz de controlar a fraude em seus diversos canais de vendas.

Com mais de 19 anos de experiência, a ClearSale viu empresas que optaram por internalizar a gestão antifraude falharem gravemente, gerando prejuízos diretos e indiretos (redução de vendas, processos judiciais e aumento de custo operacional), além do comprometimento da imagem da loja junto aos seus consumidores.

Por mais competente que seja o seu time de prevenção à fraude – e somos parceiros de excelentes times com excelentes gestores –, existem limitações intransponíveis numa atuação isolada e totalmente interna, pois este desafio requer uma visão global do que ocorre no mercado e um altíssimo grau de especialização técnica e tecnológica.

O marketplace cresce mais do que os e-commerces ‘puros’ no Brasil, e captura mais valor dentro do ecossistema. No entanto, é preciso ter uma excelência operacional acima do comum, pois não é fácil lidar com inventário, logística e atendimento de terceiros. Por outro lado, delegar estas tarefas pode levar a uma péssima experiência de usuário. É uma grande responsabilidade revender produtos de terceiros para os seus clientes por meio de sua marca.

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Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.