20/05/2024 • 4 min. de leitura

3 fraudes mais comuns em empresas do ramo financeiro

Instituições financeiras sofreram mais de 20 mil ataques cibernéticos nas últimas décadas; saiba mais

3 fraudes mais comuns em empresas do ramo financeiro

O setor financeiro é um campo repleto de oportunidades, mas também está suscetível a uma série de fraudes engenhosas. À medida que a era digital avança, os criminosos encontram maneiras cada vez mais sofisticadas de contornar as defesas das instituições financeiras. Entenda quais são as fraudes mais comuns enfrentadas pelo setor financeiro e examine as melhores práticas para preveni-las.

A importância da cibersegurança no setor financeiro

Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), em relatório publicado neste ano, bancos, seguradoras e gestoras de ativos sofreram mais de 20 mil ataques cibernéticos nas últimas décadas e que geraram perdas de US$12 bilhões ao setor financeiro global. Além disso, O número de incidentes mais que dobrou desde o período de pandemia e representa uma ameaça crescente à estabilidade financeira mundial.

Em diversos lugares do mundo as instituições financeiras são atacadas. O JPMorgan Chase, maior banco do mundo em ativos, informou recentemente que enfrenta 45 bilhões de eventos cibernéticos por dia, e gasta US$15 bilhões com tecnologia de segurança por ano. 

Um relato semelhante acompanha o Commercial Bank of China, que sofreu um ataque em novembro de 2023, e prejudicou as negociações no mercado do Treasuries, que são os títulos do Tesouro dos EUA.

Segundo o FMI, a dimensão de perdas por ataques de segurança mais que quadruplicou desde 2017, evoluindo para para US$2,5 bilhões. Além disso, a soma das perdas indiretas são "substancialmente maiores", como danos à reputação ou atualizações de segurança.

Principais esquemas de fraudes sofridas por financeiras

Existem muitas tentativas de golpes sofridos pelo sistema financeiro ao redor do mundo. No entanto, os três mais comuns são:

1. Phishing

O phishing é um dos esquemas mais comuns de cibersegurança, no qual os fraudadores enviam e-mails ou mensagens falsas, se passando por instituições financeiras legítimas, com o objetivo de obter informações confidenciais dos clientes. Em poder dessas informações, contas são acessadas e os valores são varridos para as contas bancárias de criminosos.

2. Roubo de identidade

Neste esquema de fraude, os criminosos obtêm informações pessoais dos clientes para realizar transações em seus nomes, comprometendo a segurança das contas e dados. Com tais dados, os fraudadores fazem compras de posses em nome de vítimas.

3. Fraude em cartões de crédito

Os golpes envolvendo cartões de crédito são práticas muito frequentes entre criminosos, em que os dados dos cartões são clonados ou capturados e diversas compras são feitas, causando prejuízos financeiros às instituições e aos clientes.

Práticas recomendadas para prevenir fraudes financeiras

O que fazer diante de um cenário tão ameaçador? Empresas do segmento financeiro precisam se preparar a partir dessas premissas: 

Análise de comportamento de pessoas suspeitas

A análise do comportamento de indivíduos suspeitos pode ser fundamental na identificação de padrões fraudulentos. A utilização de técnicas como OSINT e análise de dados, por meio de ferramentas, como o Data Lake ClearSale, pode potencializar a descoberta e prevenção de esquemas fraudulentos, permitindo a identificação de atividades suspeitas e a tomada de medidas proativas para mitigar os riscos.

Monitoramento proativo de ferramentas 

Contar com ferramentas de monitoramento de marca, como a solução de Threat Intelligence da ClearSale, auxilia não apenas a mitigar, mas acompanhar proativamente todas as possíveis ameaças e tendências de fraude, antecipando-se às ações criminosas, derrubando perfis e sites falsos e outras medidas protetivas. 

Fontes Abertas no auxílio à judicialização de fraudadores

As instituições financeiras enfrentam sérias consequências legais em casos de fraudes, incluindo multas, perda de reputação e possíveis processos judiciais. Da mesma forma, os fraudadores podem enfrentar processos criminais e civis, resultando em penas severas.

A Investigação em Fontes Abertas, também conhecida como OSINT (Open Source Intelligence) age na identificação e rastreamento de fraudadores, e um auxílio no cumprimento das leis contra os criminosos. Ao analisar informações disponíveis publicamente, como mídias sociais, fóruns online e registros públicos, os investigadores podem reunir evidências sólidas para apoiar processos judiciais contra os fraudadores. A OSINT também pode ajudar a identificar padrões de comportamento e conexões entre indivíduos envolvidos em atividades fraudulentas, fortalecendo assim os casos judiciais.

A prevenção e combate à fraude são ações essenciais para a segurança e integridade das instituições financeiras. Ao adotar práticas preventivas, usar ferramentas de análise de dados avançadas, como a Threat Intelligence da ClearSale, e contar com investigações em Fontes Abertas, as financeiras podem fortalecer sua proteção contra esquemas fraudulentos e garantir transações seguras e melhor reputação frente seus clientes.

Escrito por

A ClearSale é especialista em soluções antifraude nos mais diversos segmentos, como e-commerce, mercado financeiro, vendas diretas, telecomunicações e seguros, sendo pioneira no mapeamento do comportamento do consumidor digital. A empresa equilibra tecnologia e profissionais especializados para entregar os melhores indicadores aos clientes e movimentar o mercado com segurança e confiança.

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