4/11/2021 •
2 min. de leitura

Web Summit 2021: empresas compram bitcoins e fazem reserva para pagar eventuais resgates a hackers

Ataques recentes fazem com que companhias pensem em formas de minimizar rapidamente os impactos de grandes vazamentos de dados

 
 


Na manhã do segundo dia de conteúdos do Web Summit 2021, Walter Bohmayr e Stefan Deutscher, sócios-diretores do Boston Consulting Group (BCG), comandaram uma masterclass sobre como uma empresa pode e deve utilizar a resiliência cibernética para evitar ser vítima dos tão temidos vazamentos de dados que têm acontecido recorrentemente em todo o mundo.

Em uma dinâmica muito bem construída, os executivos dividiram o público em pequenos grupos que representavam diretorias de empresas, e simularam o cenário caótico de um grande vazamento de dados sensíveis e confidenciais, tanto de empresas quanto de consumidores.

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Foram diversas questões colocadas à mesa: na posição de decisores, como vocês agiriam? Como se comunicariam com o mercado imediatamente? Quais ações seriam tomadas? Pagariam o resgate aos criminosos? Comunicariam seus parceiros? Buscariam autoridades e órgãos reguladores para algum tipo de ajuda? Como controlar esse cenário extremamente incômodo? Como trabalhar com o máximo possível de eficiência em um momento tão complicado? E então os grupos começaram a trocar ideias e experiências sobre o que fazer.

Para comprovar a importância da questão, os executivos trouxeram dados para embasar as decisões simuladas de cada grupo. Segundo um estudo recente da IBM, 70% das empresas que tiveram vazamentos nos últimos tempos pagaram os resgastes para tentar recuperar as informações impactadas.

Vale ressaltar que os criminosos que realizam o vazamento e o roubo de dados têm cobrado um valor, geralmente usando bitcoins, para devolver às empresas o que lhes foi tomada, diminuindo os transtornos e prejuízos mais rapidamente.

Segundo os executivos, há um movimento forte de empresas comprando bitcoins para deixar como reserva para o pagamento de resgates caso ocorram problemas desse tipo, como reação rápida a algum vazamento muito grave.

No entanto, o mesmo levantamento da IBM mostra que cerca de 20% das empresas que pagam o resgate, ainda assim não conseguem recuperar tudo o que foi vazado, aumentando o prejuízo proveniente do vazamento.

Por fim, como mensagem, os executivos disseram que as empresas só estarão preparadas para agir contra vazamentos de dados se pensarem além da tecnologia, o que significa pensar, também, em planos de contingência e de crise que envolvam outras áreas, como a comunicação, por exemplo.

Para eles, as diretorias das empresas precisam ter uma visão estratégica e er um plano de ação claro, que inclua ações a serem tomadas e pessoas que serão envolvidas, além de tudo o que é necessário para evitar decisões repentinas em um cenário no qual o calor do momento pode atrapalhar o pensamento racional e eficiente.

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De volta ao modelo que o consagrou, o evento é esperado com bastante expectativa, já que, em um momento que ainda traz incerteza para muitos setores, fundadores e CEOs de empresas de tecnologia, startups, políticos influentes e chefes de estado estarão reunidos para ajudar a esclarecer quais os próximos passos do mundo.

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Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.