28/04/2021 •
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O que é RegTech e por que está se destacando no mercado? Saiba!

 
 

Para qualquer empresa ativa, existe a necessidade de gerenciar uma série de regulações e normas, sempre com o objetivo de manter compliance. Isso pode se tornar um desafio, principalmente, se considerarmos que há uma dificuldade intrínseca à compreensão das leis e à organização para a adaptação. Contudo, o mercado RegTech oferece soluções práticas para isso.

Esse termo é uma tendência atualmente, e se refere a uma maneira de auxiliar as empresas na busca por conformidade. Com o emprego das melhores tecnologias disponíveis, é possível garantir adequação, bem como as consequências naturais: prevenção de fraudes, agilidade nos processos e maior segurança para todos os envolvidos.

Se quiser aprender mais sobre essa expressão e sobre sua relevância, acompanhe os tópicos seguintes.

O que é RegTech?

Chamamos de RegTech certo nicho de empresas voltadas para a gestão de regulações e normas. Ou seja, são companhias que oferecem a contratantes a administração e a organização dos processos internos para atender às demandas das leis existentes e a exigências de mecanismos regulatórios. Desse modo, permitem que a adaptação seja eficiente.

Como a demanda por adequação a regulações só aumenta, muitas empresas estão enfrentando sérias dificuldades. Segundo uma pesquisa do A-Team Group, os principais desafios são inconsistência na interpretação das normas, problemas na coleta e análise de dados, mudanças nas questões regulatórias e outros. As companhias de RegTech ajudam em todos esses quesitos.

Elas oferecem uma interpretação sólida e consistente das leis, acompanhamento das mudanças e novidades, bem como um aparato técnico robusto para análise de dados em busca de riscos e pontos problemáticos. O foco, geralmente, está em compliance, gerenciamento e controle de identidade e monitoramento de transações.

Como as RegTechs atuam?

De acordo com Marcelo Queiroz, Head de Estratégia de Negócio da ClearSale, é viável dividir as operações de RegTechs em compliance, prevenção a fraudes e análise de risco e crédito. Sendo que as principais funcionalidades podem ser:

  • gestão de obrigações financeiras;
  • controle de documentos e de assinatura digital;
  • adaptação à LGPD e proteção de dados;
  • manutenção preventiva;
  • logística reversa;
  • controle de indicadores de fraude;
  • regulação de sinistros;
  • monitoramento em redes sociais.

Assim, suas ações se traduzem em proteção direta contra ações criminosas e ataques virtuais, lavagem de dinheiro, vazamento de dados e atividades arriscadas. Além disso, viabilizam conformidade com padrões ambientais e sociais.

No cenário tecnológico atual, as RegTechs são empresas que utilizam a computação em nuvem para oferecer soluções de software SaaS. A finalidade é garantir uma adaptação menos custosa às leis.

O interessante é que, como destaca o Marcelo Queiroz, essas companhias tendem a ser multifuncionais e misturar atividades de vários setores, o que é chamado de “cross-sector”.

Como foi a evolução da RegTech?

Um momento de destaque para a RegTech foi a crise financeira de 2008. Aquele período histórico gerou uma necessidade mais profunda por regulação e por adaptação a diferentes normas para reorganização do mercado. Por essa razão, companhias precisavam de ajuda especializada, o que começou a ser oferecido como um serviço por parceiros externos.

Além disso, o comportamento cada vez mais digital dos consumidores também influenciou essa mudança. Os órgãos governamentais viram a necessidade de agir com maior rigor, de modo a garantir proteção e consistência nas operações do mundo virtual. Por conta disso, muitas leis surgiram no mundo financeiro, bem como em outros setores.

Por outro lado, tecnologias como a Inteligência Artificial e suas variantes começaram a crescer e a permitir um poder de proatividade e automação maior. O background disso é a explosão de fintechs, de instituições para serviços financeiros, lojas virtuais e outros tipos de negócio.

Um exemplo dessa necessidade por normas é a demanda pelo reforço das regulações de proteção de dados, que se destacaram na década passada. Esse foi um efeito do uso cada vez mais intenso da internet no dia a dia das pessoas.

Com o propósito de assegurar uma gestão mais eficiente, surgiram novas leis, às quais as empresas devem se adaptar. Para prevenir os principais problemas, essas organizações recorrem às tecnologias e aos métodos das RegTech. O que faz esse nicho se destacar atualmente é, justamente, essa necessidade por clareza e organização no compliance.

Como a RegTech ajuda na organização das empresas?

Um dos principais pontos é a previsibilidade. Com o uso de tecnologias específicas para assegurar controle de fraudes, proteção de dados e integração de dados, as empresas RegTech permitem que suas contratantes se tornem mais proativas e capazes de responder a cenários complexos com uma visão abrangente. Ou seja, é possível antecipar riscos e assegurar que a conformidade permaneça consistente.

Além disso, há uma notável redução de custos envolvida. Com o apoio das tecnologias desse setor, a conformidade se torna um processo menos trabalhoso e com menores despesas para a gestão. Afinal, as companhias aplicam automação de processos, reduzem os erros humanos na adaptação e geram uma melhoria na comunicação interna.

Também podemos mencionar a melhoria na reputação das empresas. As companhias que se adequam corretamente às normas regulatórias se destacam no mercado, sobretudo, pela qualidade dos seus serviços.

Lojas que gerenciam transações online com controles de fraudes e outros recursos conseguem sucesso diante dos concorrentes por prezar pelo bem-estar dos seus clientes e pela proteção no processo. Assim, o resultado natural é o aumento da confiança das pessoas na marca.

Como a RegTech ajuda a prevenir fraudes?

Na prevenção de fraudes, as RegTechs atuam com algumas tecnologias especiais, como:

  • OCR, que permite leitura e análise de documentos físicos;
  • machine learning, que viabiliza automação de processos como reconhecimento facial, processamento de linguagem natural e outros;
  • background checks;
  • análise e comparações de selfies com documentos de identificação.

Além disso, há um trabalho aprofundado com os dados. Essas organizações utilizam arquiteturas específicas para coletar e armazenar informações acerca de fraudes e ocorrências de risco. Então, os algoritmos inteligentes analisam esses dados em busca de padrões e correlações, de modo a obter insights e aprender mais sobre as fraudes.

Por isso, os sistemas de Inteligência Artificial se tornam capazes de identificar e combater uma situação criminosa já no começo, de modo a não permitir que isso afete o compliance. Além disso, existe o uso de software de manipulação de dados para construir hipóteses, cenários e criar insights poderosos.

A ClearSale se destaca nesse sentido como uma empresa do cenário RegTech. Com 20 anos de atuação e a capacidade de processar mais de 500 mil transações por dia, tornou-se uma referência para soluções antifraude em diversos setores: e-commerce, financeiro, vendas, telecomunicações e seguros, entre outros.

Como assinala Marcelo Queiroz, a ClearSale utiliza um Data Lake robusto e oferece componentes tecnológicos avançados. Entre eles, score de nível de confiança, validação do dispositivo utilizado pelo solicitante do serviço, biometria facial para confirmação de identidade, avaliação de vínculo de dados capturados das pessoas e validação de documentos.

Como vimos, o setor RegTech vem crescendo bastante nos últimos anos e expandindo ainda mais suas soluções. Podemos compreender as companhias desse nicho a partir do seu foco em compliance, análise de risco de crédito e combate a fraudes. Contudo, existem outras verticais, que caracterizam empresas “cross-sector”.

Diante da necessidade do mercado por compliance e segurança, é imprescindível contar com a melhor opção especializada para garantir redução de custos, agilidade nos processos e melhoria na reputação no mercado. A ClearSale é essa opção no segmento RegTech.

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Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.