11/11/2020 •
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Análise de risco: entenda o que é, como funciona e quando usar

Você sabe o que é e como fazer uma análise de risco? Separamos algumas dicas que podem te ajudar a entender como aplicar na sua empresa. Confira!

 
 

Gerir uma empresa ou organização requer tomadas importantes de decisão todos os dias, e junto com cada uma delas estão alguns riscos inerentes à existência de um modelo de negócio. É claro que cada um deles tem suas especificidades, que podem variar de acordo com o segmento de atuação da empresa, mas nunca haverá uma atuação sem nenhum tipo de risco. E é neste contexto que surge a análise de risco.

Uma análise de risco bem realizada é ponto crucial no desenvolvimento sustentável do negócio. Mais do que evitar os riscos identificados, esse tipo de análise permite, principalmente, prever cenários de crise e planejar ações que possam mitigar as consequências negativas comuns aos momentos nos quais os riscos se tornam realidade.

Neste post, a análise de risco será abordada com um pouco mais de profundidade, mostrando como pode ser feita, quais são os riscos mais comuns de se identificar, para que serve e como se preparar. Confira!

O que é análise de risco

A análise de risco é o processo no qual se avalia a real probabilidade de acontecer um cenário financeiro que seja adverso à empresa de alguma forma.

Tal análise, geralmente realizada por profissionais com muito conhecimento de riscos e estatística, permite que planos de ação sejam elaborados para diferentes cenários, fazendo com que o impacto negativo de uma eventual ocorrência seja o menor possível.

Tipos de risco

Existem alguns tipos mais comuns no mercado corporativo atual, e conhecê-los com clareza é fundamental para poder lidar com eles. Basicamente, todos eles podem ser divididos em riscos especulativos e riscos reais. Saiba mais sobre cada um deles!

Riscos especulativos

Os riscos especulativos são aqueles nos quais não se pode ter certeza sobre o ganho ou a perda ao se assumir o risco. Ou seja, há apenas como analisar e especular. Dentro deste universo, existem os riscos especulativos que podem ser chamados de mais comuns:

Riscos administrativos e financeiros

São riscos diretamente ligados a tomadas de decisão administrativas nas quais o dinheiro está diretamente envolvido (análise de risco financeiro). Neste tipo de risco, estão inclusivas análises de mercado, crédito, liquidez, etc.

Riscos políticos

Todo negócio está dentro de um segmento de mercado, que por sua vez é diretamente afetado pelo cenário político do local de atuação. Com isso, os riscos políticos devem ser considerados do ponto de vista da estabilidade do cenário em que a organização atua.

Riscos de inovação

Avaliar os riscos de inovação é cada vez mais necessário nas empresas. Em um cenário tecnológico em constante expansão, há sempre a possibilidade de novos ganhos e de perdas por estagnação.

Riscos reais

Os riscos reais são aqueles nos quais não há nenhuma oportunidade de ganho, considerando-se apenas a chance real de possíveis perdas à empresa, como nos casos explicados abaixo:

Riscos à propriedade

Empresas geralmente contam com patrimônios físicos, como prédios, carros e outros equipamentos. Os riscos à propriedade dizem respeito a perdas neste tipo de bem, como no caso de um incêndio, por exemplo.

Riscos às pessoas

Diz respeito aos riscos que envolvem colaboradores, parceiros, stakeholders, etc. Neste caso, são consideradas doenças e acidentes de trabalho que podem representar risco à integridade física das pessoas.

Riscos de responsabilidade

Envolvem os riscos relacionados ao impacto causado pela empresa no ecossistema sob o qual está imersa. Aqui, podemos citar pagamentos de indenizações por danos ambientais ou por danos causados por falhas em produtos ou serviços, dentre outros casos mais específicos.

Para que serve a análise de risco

De forma geral, a análise de risco é capaz dar base sólida às decisões. Por meio desta análise, empresas são capazes de saber se o risco vale a pena, são capazes de definir estratégias para possíveis períodos de crises, etc.

Ao fazer a análise de risco financeiro, a empresa consegue decidir se quer assumir riscos aos quais está exposta ou evitá-los, adotando uma postura mais conservadora. Basicamente, as empresas têm as opções de evitar o risco, aceitar o risco ou transferir o risco, de acordo com o que fizer mais sentido para o modelo de negócio e para o momento da empresa.

A postura mais conservadora pode parecer, em um primeiro momento, a melhor, já que evitar riscos é tentador. O problema, no entanto, é que na maioria das vezes, ganhos e lucratividade estão diretamente ligados ao apetite ao risco.

Se o risco é considerado tolerável pela empresa, ela pode decidir por aceitá-lo, considerando a preparação para o caso dele efetivamente acontecer. A empresa pode, também, até considerar o risco aceitável, mas somente se algumas medidas forem executadas para minimizar a chance de problemas.

Uma organização também pode aceitar o risco e transferir as possíveis consequências a um terceiro, como contratar um seguro, por exemplo. Ou, como acontece em alguns casos, a empresa conhece o risco e decide aumentar sua exposição, como em investimentos mais agressivos que podem oferecer maior rentabilidade.

Como é feita a análise de risco

A análise de risco é feita a partir de um grande conjunto de cálculos elaborados para determinar o grau de exposição da empresa a riscos potenciais. Estes cálculos consideram diversos fatores, para estabelecer não apenas a probabilidade de um evento crítico acontecer, mas também prever as perdas financeiras que ele pode ocasionar. Outras metodologias incluem também a possibilidade de detectar o risco em tempo hábil para tomar medidas preventivas ou de correção.

Em eventos que geram consequências sobre apenas uma área, a estimativa do efeito potencial pode ser feita multiplicando a probabilidade da ocorrência com o cálculo aproximado da perda financeira que ela pode gerar. Tais cálculos tornam possível medir com mais precisão o que é um risco aceitável e o que não é.

Como se preparar para uma análise de risco

O mais importante é que a organização esteja disposta a realizar uma análise de risco imparcial e sem vieses que possam atrapalhar os resultados da análise. É claro que nem sempre é fácil confrontar possíveis falhas em alguns pontos da empresas, mas tal ação é fundamental para medidas que possam mitigar as possibilidades de consequências dessas falhas.

Pense, por exemplo, numa análise de risco voltada ao trabalho antifraude. Não será fácil saber exatamente onde sua empresa é vulnerável, mas isso será bem melhor do que saber somente após um fraudador explorar essa brecha, certo?

Um antifraude para e-commerce, por exemplo, pode fazer muito bem uma análise de risco para mitigar perdas e para a empresa decidir sobre investir, ou não, na solução.

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Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.