13/01/2022 •
2 min. de leitura

Análise de risco: entenda o que é, como funciona e quando usar

A análise de risco é o processo utilizado para avaliar ameaças reais do mercado à empresa e se antecipar com medidas de prevenção às consequências negativas. Saiba como aplicar essa importante ferramenta estratégica!

 
 

Gerir uma empresa requer tomadas importantes de decisão todos os dias, e junto a cada uma delas estão alguns riscos inerentes à existência de um modelo de negócio. Que, embora apresentem especificidades conforme o segmento de atuação da empresa, sempre existirão. E é neste contexto que surge a análise de risco.

Trata-se de uma importante avaliação das ameaças presentes no mercado, que se transforma em um dos principais pontos estratégicos para o desenvolvimento sustentável do negócio. Mais que evitar os riscos identificados, esse tipo de análise permite, principalmente, prever cenários de crise e planejar ações que possam mitigar as consequências negativas comuns aos momentos em que tornam uma realidade.

Neste artigo, vamos abordar o conceito de análise de risco com um pouco mais de profundidade, mostrando os mais comuns a serem identificados, para que serve essa metodologia, classificação e seus níveis de gravidade, como pode ser feita, como se preparar e principal resultado alcançado. Boa leitura!

O que é análise de risco?

A análise de risco é o processo no qual se avalia a real probabilidade de acontecer um cenário socioeconômico adverso aos objetivos da empresa, que possam significar verdadeiras ameaças.

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Em geral, esse tipo de análise é realizado por profissionais com vasto conhecimento de riscos e estatísticas que permitem a elaboração de planos de ação para atuar em diferentes cenários. Logo, isso faz com que o impacto negativo de uma eventual ocorrência seja o menor possível.

Para que serve a análise de risco?

Geralmente, a análise de risco proporciona uma base sólida para as tomadas de decisões. Por meio dela, as empresas são capazes de saber se o risco vale a pena, definir estratégias para possíveis períodos de crises, entre outras possibilidades.

Basicamente, as companhias têm as opções de evitar o risco, aceitá-lo ou transferi-lo, de acordo com o que fizer mais sentido para o modelo de negócio e o seu momento. Nesse sentido, ao fazer a análise de risco financeiro, a mesma consegue decidir se quer assumir aos quais está exposta ou evitá-los, adotando uma postura mais conservadora.

Quais são os tipos de riscos que podem ameaçar as empresas?

Existem alguns tipos de ameaças mais comuns no mercado corporativo, e conhecê-los com clareza, por meio de indicadores de riscos, é fundamental para poder lidar com eles. Saiba mais sobre cada um!

Riscos especulativos

Os riscos especulativos são aqueles nos quais não se pode ter certeza sobre o ganho ou a perda ao se assumir. Ou seja, há apenas como analisar e especular. Dentro desse universo, existem os que podem ser considerados mais comuns, como financeiro, político e de inovações, conforme comentamos a seguir.

Riscos administrativos e financeiros

São riscos diretamente ligados a tomadas de decisões administrativas nas quais o dinheiro está diretamente envolvido, com a análise de risco financeiro. Neste tipo, estão inclusas análises de mercado, crédito, liquidez e outros.

Riscos políticos

Todo negócio se encontra em determinado segmento de mercado, que, por sua vez, é diretamente afetado pelo cenário político local. Dessa forma, são riscos considerados do ponto de vista da estabilidade do contexto em que a organização atua.

Riscos de inovação

Avaliar os riscos de inovação é cada vez mais necessário nas empresas. Em uma ambientação tecnológica em constante expansão, há sempre a possibilidade de novos ganhos e de perdas por estagnação, como a falta de proteção contra hackers.

Riscos reais

Os riscos reais são aqueles em que não há oportunidade de ganho, considerando-se apenas a chance real de possíveis perdas à empresa, como nos casos explicados abaixo.

Riscos à propriedade

Empresas, geralmente, contam com patrimônios físicos, como prédios, veículos e outros equipamentos. Os riscos à propriedade dizem respeito a perdas desses tipos de bem, como no caso de um incêndio, por exemplo.

Riscos às pessoas

Diz respeito aos riscos que envolvem colaboradores, parceiros, stakeholders etc. Aqui, são consideradas doenças e acidentes de trabalho que podem representar risco à integridade física das pessoas.

Riscos de responsabilidade

Envolvem os riscos relacionados ao impacto causado pela empresa no ecossistema sob o qual ela está imersa. Podemos citar pagamentos de indenizações por danos ambientais ou causados por falhas em produtos ou serviços, entre outros casos mais específicos.

Como os riscos são classificados?

A classificação dos riscos de uma empresa considera as suas necessidades e modelos de estratégia adotados. Ela envolve a probabilidade de o risco ocorrer e a gravidade do seu impacto.

Probabilidade do risco

Considera a possibilidade de um evento prejudicial acontecer, classificando os riscos como:

  • extremamente remotos — chance de ocorrer é mais teórica do que prática;
  • remotos — apenas uma vaga possibilidade de acontecer;
  • improváveis — baixa probabilidade de ocorrer, porém, não deve ser ignorada;
  • prováveis — espera-se que aconteça ao menos uma vez ao longo da operação;
  • frequentes — certeza de que acontecerá diversas vezes.

Qual é a classificação do nível de gravidade de riscos?

Os riscos podem ser classificados conforme a gravidade dos seus impactos na empresa, como:

  • catastrófica — classificação mais alta na escala, que indica acidentes com trabalhadores, com morte ou incapacidade total, bem como danos irreparáveis ao meio ambiente, altos prejuízos financeiros, perda total de equipamentos ou instalações, entre outros;
  • crítica — eventos que provocam lesões e incapacidades sérias em colaboradores, perda parcial de equipamento, graves danos às instalações ou meio ambiente e grandes perdas financeiras;
  • marginal — pode levar à incapacidade parcial ou pequenas lesões no trabalhador acidentado, leves estragos nos equipamentos ou instalações da empresa, danos de fácil recuperação ao meio ambiente e pequenas perdas financeiras provocadas pelo evento;
  • desprezível — referem-se a ocorrências que não prejudicam o meio ambiente, mas que podem provocar leves prejuízos aos equipamentos ou pequenas lesões em um trabalhador, que possibilitam o retorno imediato ao trabalho após o atendimento médico.

Em resumo, quanto maior for a probabilidade da ocorrência e a gravidade de suas consequências, maior deverá ser o seu grau de priorização, com aplicação de estratégias e investimentos para prevenir os seus impactos na empresa.

Como é feita a análise de risco?

A análise de risco pode ser feita com base em modelo preditivo ou a partir de um grande conjunto de cálculos elaborados para determinar o grau de exposição da empresa a riscos potenciais.

Esses cálculos consideram diversos fatores para estabelecer não apenas a probabilidade de um evento crítico acontecer, mas também prever eventuais perdas financeiras que ele pode ocasionar. Outras metodologias incluem a possibilidade de detectar o risco em tempo hábil para tomar medidas preventivas ou de correção.

Em eventos que geram consequências sobre apenas uma área, a estimativa do efeito potencial pode ser feita multiplicando a probabilidade da ocorrência com o cálculo aproximado da perda financeira que ela pode gerar. Tais cálculos tornam possível medir com mais precisão o que é um risco aceitável e o que não é.

A seguir, você conhecerá cinco etapas básicas para fazer uma análise de riscos. Por meio delas, é possível identificar e traçar estratégias para lidar com as ameaças da melhor maneira.

Defina a situação a ser analisada

A análise de riscos sempre deve ser feita em relação a uma situação específica. Para exemplificar, podemos imaginar uma empresa em fase de reestruturação ou passando por um reposicionamento. Nessa situação, há diversas mudanças em jogo, cada uma com suas próprias consequências. Portanto, é necessário desmembrar o processo nas diferentes ações que o compõem, de modo a avaliar as ameaças de maneira individualizada.

Estabeleça o grau de cada risco

É preciso determinar o grau de cada tipo. Para isso, pode ser utilizada uma fórmula matemática que envolve o cálculo: probabilidade de ocorrência × gravidade do resultado. Cada um desses fatores é representado por um número em escala de priorização (1 – 3 – 5).

Dessa forma, é possível priorizar ações para riscos de alto grau, com alta probabilidade de ocorrer e que geram resultados mais negativos. Já os que dificilmente podem ocorrer, que representam resultados de baixa gravidade, podem ser analisados futuramente.

Defina suas estratégias

Após os passos anteriores, é hora de definir o que deve ser feito a respeito dos riscos identificados. Em geral, o mundo dos negócios considera cinco tipos básicos de estratégias que podem ser implementadas, conforme comentamos a seguir.

Aceitar os riscos

Se o risco é considerado de menor grau, com pequenos impactos para a empresa, ela pode decidir aceitá-lo, ponderando a preparação para o caso dele efetivamente acontecer. Também pode considerar o risco aceitável, somente se algumas medidas forem executadas para minimizar a chance de problemas.

Transferir riscos

Uma organização também pode aceitar o risco e transferir as possíveis consequências a um terceiro, como contratar um seguro. Ou, como acontece em alguns casos, a empresa conhece o perigo e decide aumentar sua exposição, como em investimentos mais agressivos que podem oferecer maior rentabilidade.

Mitigar riscos

Basicamente, envolve ações para tentar reduzir o grau do risco. Contudo, não é uma estratégia que pode evitar completamente os mesmos, mas é menos drástica. Pode ser considerada uma boa alternativa quando a mudança de planos representa grande perda ou quando não é possível evitá-la.

Evitar riscos

A postura mais conservadora pode parecer, em um primeiro momento, a melhor, já que evitar riscos é tentador. O problema é que, na maioria das vezes, os ganhos em produtividade e competitividade, assim como a lucratividade, estão diretamente ligados ao apetite pelo perigo.

Assim, é importante mudar totalmente o plano de ação para não ter nenhuma probabilidade de passar pela ameaça em questão. Essa é uma alternativa mais adequada para riscos de alto grau.

Explorar riscos

Essa estratégia é indicada para riscos de impacto positivo, quando há expectativa de ocorrências positivas. Para isso, ela deve ser focada em aumentar o grau do risco, visando o aproveitamento de todas as oportunidades que podem surgir.

É importante observar que a empresa não deve escolher apenas uma estratégia, mas aplicá-las em conjunto, de modo a possibilitar suas diferentes ações para aqueles que apresentam diversos graus de ameaça, aumentando as oportunidades de sucesso. O objetivo principal deve ser atingir o maior nível de segurança possível, de modo a preservar a empresa.

Documente e formalize a análise de risco

Cada etapa do processo precisa ser registrada e documentada a fim de compor uma formalização da análise de risco conduzida. Posteriormente, todos os dados registrados podem servir de base para uma revisão, visando o aprimoramento das estratégias. A documentação também é importante para acompanhamento de todas as pessoas envolvidas no processo.

Controle e efetue uma revisão periódica

O controle consiste no gerenciamento das medidas de prevenção implantadas. Com base nessa supervisão, é possível identificar adequações necessárias para aprimoramentos, considerando que os processos não são estáticos.

Como se preparar para uma análise de risco

O mais importante é que a organização esteja disposta a realizar uma análise de risco imparcial e sem vieses que possam atrapalhar os seus resultados. É claro que nem sempre é fácil confrontar possíveis irregularidades em alguns pontos da empresa, mas tal ação é fundamental para a adoção de medidas que possam mitigar as possibilidades de consequências dessas falhas.

Pense, por exemplo, numa análise de risco voltada ao trabalho antifraude. Não será fácil saber exatamente onde sua empresa é vulnerável, mas isso será bem melhor do que saber somente após um fraudador explorar essa brecha.

Nesse caso, é importante considerar que apenas uma fraude no comércio eletrônico pode ser devastadora para a saúde de seu negócio. Por isso, é preciso combatê-la, e o primeiro passo é dominar o ecossistema que a envolve.

Exemplos de soluções tecnológicas para fraudes

A fraude nas empresas é um risco eminente que pode ocorrer, envolvendo consumidores. Nesse sentido, é importante utilizar o KYC, conjunto de estratégias e ações aplicadas no conhecimento do perfil detalhado dos clientes. Tais informações podem servir, inclusive, para a análise de crédito em determinados segmentos de empresas.

Bons exemplos de execução de análise de riscos podem ser observados com o Antifraude ou Plataforma Data Trust da ClearSale, desenvolvida em parceria com a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP) e com exclusividade para o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil, o PIX.

Essa é uma solução antifraude que garante segurança e autenticidade dos dados, direcionada a instituições financeiras, cooperativas, empresas de pagamento e carteiras digitais que operam com o novo sistema.

Qual é o principal resultado de uma análise de risco?

O principal resultado de uma análise de riscos, quando bem realizada, é a prevenção de ocorrências com impactos negativos à empresa, por meio da aplicação de estratégias corretas para cada tipo de ameaça.

Um antifraude para e-commerce, por exemplo, pode fazer muito bem uma análise de risco para mitigar perdas, assim como para a empresa decidir sobre investir, ou não, no recurso.

Dessa forma, uma boa solução antifraude pode garantir:

  • equilíbrio entre índice de chargeback, tempo de resposta e taxa de aprovação;
  • atendimento ao seu modelo de negócio;
  • mínima fricção com o consumidor final;
  • maior ROI independentemente do valor cobrado por análise de pedidos.

Como você pôde verificar, a análise de risco é uma avaliação essencial para as empresas identificarem suas principais ameaças e definirem estratégias adequadas e eficazes para a prevenção dos impactos negativos. Nesse sentido, soluções como a antifraude da ClearSale são imprescindíveis para viabilizar todo esse processo.

Estas informações foram úteis para aprofundar os seus conhecimentos sobre análise de riscos? Para saber como aplicá-la de maneira eficiente, entre em contato e conheça a solução completa para o gerenciamento antifraude da ClearSale!

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Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.

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