26/03/2021 •
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Pix: números animadores de 2020 fazem explodir tentativas de fraude

O sucesso do novo arranjo de pagamentos do Banco Central mostra a real importância do antifraude às instituições financeiras participantes.

 

O surgimento do novo sistema de transferências de valores movimentou o meio bancário e favoreceu diretamente as pessoas que têm contas nessas instituições. Em conjunto dos benefícios surgiu, portanto, a preocupação quanto a desvios. Logo, PIX fraude são palavras que começaram a caminhar em conjunto. 

Afinal, será que essa modalidade de transferência realmente é segura? Quais são os riscos que uma pessoa pode correr e, por fim, como se prevenir desse tipo de problema? Sobre isso é o que discorreremos neste conteúdo. 

Nele, definiremos com mais detalhes como funciona o PIX, os números já registrados e os pontos de atenção relacionados à segurança. Continue lendo!

O que é PIX?

Durante anos as pessoas físicas e jurídicas sofreram com taxas existentes nas transferências de recursos entre contas de instituições bancárias diferentes. Antes do PIX nós tínhamos o DOC e a TED. Além da demora na finalização da transação as taxas cobradas significavam um montante considerável no final de um período. 

Existem instituições bancárias que cobram cerca de R$10,00 e R$ 20,00 por transação. Pode parecer um valor pequeno, mas, ao somar diversas transferências realizadas ao longo do mês pode gerar um valor importante nas finanças de uma empresa. 

Além disso, as limitações que essas transferências têm também geram muito impacto e malefícios para quem utiliza. Um DOC demora cerca de dois dias úteis para compensar. A TED até entra em alguns instantes, por outro lado, ambas não podem ser feitas em qualquer momento do dia e em todo horário. 

Por exemplo, um DOC pode ser cadastrado até às 19:00 horas de um dia para ser compensado nos seguintes. A TED pode ser feita até as 16:00 ou 17:00 horas do dia. Com o PIX tudo isso é eliminado. É possível fazer transferências durante as 24 horas do dia, todos os dias da semana. 

O principais detalhes sobre o Pix

O sistema de transferências, pagamentos digitais e instantâneos, PIX, transformou as transações financeiras, que passaram a ser realizadas em qualquer dia do ano, sem limite de horário e com o recurso disponível praticamente de forma imediata ao destinatário.

O serviço está em vigor desde o mês de novembro de 2020 e já conquistou números expressivos de transferências de valores entre contas correntes. Isso, realmente, chama muita atenção das pessoas. 

Do ponto de vista financeiro, a plataforma também oferece isonomia de custos a todos os usuários, independentemente de seu tamanho, uma vez que a definição da tarifa é definida a partir da análise de volumetria total processada no mês (soma das consultas de todos os participantes no período).

Os números do PIX

De acordo com informações do Banco Central publicadas pela Agência Brasil, somente nos primeiros 45 dias de operação oficial – de 16 de novembro a 31 de dezembro –, o Pix, novo sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, movimentou mais de R$ 150 bilhões, num total de 176 milhões de transações realizadas.

Esses números, obviamente expressivos, mostram que o Pix tem tudo para cair nas graças do brasileiro e ter adesão cada vez maior. Por isso, as instituições financeiras participantes precisam ficar atentas e tomar medidas importantes para a segurança de cada processo desse novo arranjo de pagamentos.

Afinal de contas, como toda e qualquer novidade em pagamentos digitais, os olhos atentos dos fraudadores são atraídos pela possibilidade de obter vantagens ilegais ao explorar a inexperiência das partes envolvidas e as brechas de segurança de sistemas que, naturalmente, não podem prever todos os tipos de ataque em algo que é totalmente novo.

Vale ressaltar que, antes mesmo do Pix entrar em operação, a equipe de Threat Explorer da ClearSale já havia identificado 48 domínios criados na web (ainda inativos) apenas para roubar dados relacionados ao novo sistema. Pouco tempo depois do início da operação, esse número saltou para mais de 500, segundo dados da Kaspersky publicados pelo Valor Econômico.

Tal cenário mostra o tamanho da importância da adoção de práticas responsáveis e eficazes, tanto de empresas participantes do Pix quanto dos consumidores, no que diz respeito à segurança antifraude do arranjo de pagamentos.

Quais os riscos dessa modalidade?

Como você pode perceber, PIX fraude é uma realidade que pode existir nesse novo cenário de transferências digitais. Neste tópico, mostraremos quais são os principais pontos que podem acontecer e que você precisa se atentar. Confira!

Transferências para contas erradas

Um erro que pode acontecer é a transferência para contas erradas. Imagine na seguinte situação. Você deseja transferir um valor para determinada empresa, digita o valor e seleciona a chave. Entretanto, imagine que o código é de outra pessoa física ou jurídica e você, simplesmente, não percebe. 

Assim, outra conta receberá o valor. Nesse caso, a única coisa que você pode fazer é entrar em contato com o titular e solicitar a devolução. Se ele recusar, a saída seria emitir um Boletim de Ocorrência e recorrer à justiça para reaver o valor, tendo em vista que essa prática se configura em uma apropriação indébita, que é um crime. 

Criminosos assumirem a identidade de outras pessoas

Outro risco que existe é de uma pessoa assumir a identidade de um consumidor, nesse caso, recebendo valores que seriam da vítima ou, até mesmo, fazer uma transferência em nome dela, bem como, assumir a identidade de um agente financeiro. 

Assim, é possível que o fraudador passe pelo banco, desviando os valores que estão na conta de um cliente. Um eventual roubo de identidade de uma instituição bancária é muito grave, pois pode atingir um número gigantesco de pessoas. 

Obviamente, essa operação não é simples de ser executada, mas é possível e quem tem preocupação com PIX fraude deve estar atento a essa questão. Além disso, é importante ter em mente que a prática criminosa pode atingir todo o tipo de empresa ou pessoa física. Independentemente do volume de movimentação realizada é preciso adotar medidas para garantir a segurança. 

Pagamentos equivocados

Assim como é possível fazer transferências para chaves equivocadas também pode acontecer esse tipo de problema com pagamentos. O PIX permite que o usuário pague alguma conta ou estabelecimento por meio de um QR Code. Nesse caso, é possível que existam fraudes, bem como equívocos na hora da leitura da figura. 

Independentemente do motivo que leve ao erro, o fato é que o pagamento será enviado para uma empresa errada, gerando a necessidade de solicitar o reembolso e, caso seja negado, acionar a justiça para fazer valer o seu direito. 

Nesse caso, é muito importante ter em mente que o simples fato de você ter cometido um erro ao enviar valores para contas erradas não faz com que esse montante seja considerado legal para esse terceiro. Essa prática gera um enriquecimento ilícito para quem recebeu o dinheiro e, portanto, a Lei obriga a devolução, mesmo que tenha ocorrido por meio de um erro do usuário. 

Criação de chaves de forma fraudulenta

Por fim, uma fraude que pode acontecer é na criação de chaves. Logo quando o sistema foi criado alguns criminosos criaram um mecanismo de PIX fraude que é inacreditável. As pessoas passaram a criar portais na internet que enganam as pessoas afirmando que elas deveriam criar a chave PIX nesse site. 

Assim, o usuário cria o cadastro, no entanto, ao enviar o seu código para receber algum valor o montante entrará na conta do criminoso e não na do titular da conta. Infelizmente, isso existiu e pessoas caíram nessa fraude. 

Como a ClearSale pode garantir a segurança?

Algumas das tentativas de fraude foram resolvidas pelas próprias instituições bancárias e pelos órgãos do Governo. Entretanto, quando se fala de ataques de criminosos existe um trabalho que não deve parar nunca. Afinal, eles vão evoluindo cada vez mais os mecanismos de fraude. 

Logo, é importante contar com ferramentas tecnológicas capazes de coibir esse tipo de fraude. Atualmente, existem empresas como a ClearSale que dispõem de sistemas capazes de coibir essa fraude, aprendendo com a ação de criminosos e tornando o usuário do PIX ainda mais protegido. 

Antifraude exclusivo para o Pix

Justamente por isso que a ClearSale e a CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos) desenvolveram uma plataforma antifraude exclusiva para o novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. A solução antifraude tem como objetivo garantir a segurança e autenticidade dos dados, e é direcionada para os bancos, instituições financeiras, instituições de pagamento, cooperativas e carteiras digitais que começarão a operar com o novo sistema.

“Neste novo momento que o mercado financeiro está prestes a viver, a CIP traz uma ferramenta autêntica que visa aumentar ainda mais segurança e confiabilidade nas transações. A solução antifraude tem o grande diferencial em sua base de dados, uma construção impecável desta parceria da CIP com a expertise da ClearSale,” comenta Joaquim Kavakama, superintendente geral da CIP.

Trata-se de uma plataforma robusta em infraestrutura, conexão, alta escalabilidade, tempo de resposta e padrões de segurança, que atende os processos de validação no cadastro das chaves de endereçamento na DICT (Diretório de identificadores de contas transacionais do PIX), além da validação do transacional nas transferências e pagamentos utilizando PIX.

“Utilizaremos nossa experiência e conhecimento no combate a fraudes nos meios digitais para garantir a conferência e autenticidade dos dados e transações, conferindo maior segurança ao novo sistema de pagamento, às instituições financeiras e à população. A plataforma conta com os componentes de segurança da ClearSale já testados com soluções antifraude no mercado”, destaca Bernardo Lustosa, CEO da ClearSale.

Como funciona a solução?

A solução desenvolvida em parceria entre a CIP e a ClearSale realiza a conferência dos dados, garantindo sua autenticidade, tornando mais efetivas as ações contra fraudes e ameaças à segurança do sistema.

As tentativas de fraudes podem ocorrer desde o cadastramento da chave, em QR Codes com URLs de fraudadores, substituindo os códigos e direcionando o pagamento para outro recebedor, bem como na tentativa de portabilidade da chave e em invasões dos dispositivos eletrônicos com o roubo das chaves.

Por fim, nós podemos concluir que PIX fraude são coisas que estarão no nosso dia a dia. A forma de evitar esse tipo de problema é, inicialmente, ter cuidado e atenção ao realizar uma transferência e, principalmente, contar com tecnologias capazes de coibir esse tipo de atuação fraudulenta. 

Portanto, se você quer conhecer mais sobre o assunto, acesse a página de apresentação da nossa plataforma de proteção para o PIX e saiba mais. 

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Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.