25/03/2020 •
2 min. de leitura

Fraudes podem levar e-commerces à falência. Veja como se proteger!

 

Fazer bom uso das ferramentais antifraude atualmente disponíveis pode ser a chave para garantir o desenvolvimento saudável do negócio

 

 
 

O cenário atual do e-commerce brasileiro é uma fonte de oportunidades para varejistas, empreendedores e investidores, que concentram cada vez mais esforços e recursos em lojas virtuais. O problema, no entanto, é que fraudadores também enxergam muitas possibilidades neste cenário de crescimento, tornando inimaginável a existência saudável de um e-commerce que não conte com um sistema antifraude eficiente.

Mapa da Fraude traz todos os dados das fraudes no e-commerce

Mas, apesar da fraude ser um dos principais motivos de fechamento de e-commerces no Brasil ainda nos 18 primeiros meses de existência, a boa notícia é que há como se proteger, e o mercado se movimenta constantemente para desenvolver sistemas antifraude que diminuem as brechas tão buscadas pelos criminosos, transformando essa luta em uma corrida na qual é preciso estar sempre em primeiro lugar.

Cenário atual da fraude no Brasil

Para se ter uma ideia, somente em 2019, o comércio eletrônico do país deixou de perder R$ 1,9 bilhão com prejuízos causados por fraudes, em um crescimento de 36% em relação a 2018, segundo a mais nova edição do Mapa da Fraude da ClearSale. O documento é um levantamento completo, realizado anualmente pela companhia, com a análise de janeiro a dezembro sobre as tentativas de fraudes.

O estudo mostra que, no varejo eletrônico brasileiro atual, a cada R$ 100 reais em compras realizadas, R$ 3,47, em média, são tentativas de fraudes. “O valor da compra é uma variável importante para determinar o risco da transação, uma vez que os pedidos fraudulentos costumam ter um valor maior que a média do e-commerce. Em 2019, o ticket médio dos pedidos suspeitos foi de cerca de R$ 1 mil”, explica Omar Jarouche, diretor de Soluções da Clearsale.

“A maioria dos fraudadores busca produtos e serviços mais caros e até mesmo de luxo, pois não irão pagar por isso e conseguem um retorno melhor na hora de revender o produto”, analisa Jarouche.

O que fazer quando a fraude acontece

Zerar a quantidade de prejuízos por fraudes é praticamente impossível, e isso não é, necessariamente, uma tragédia. Infelizmente, nenhum fornecedor de soluções antifraude para e-commerce pode garantir zero fraude em uma loja, mas pode, sim, ajudar o varejo a lidar com o problema de maneira racional e analítica, até mesmo para saber como proceder quando ele acontecer.

Um ponto muito importe é repassar todas as informações úteis ao seu parceiro de gestão de risco. Um chargeback (nome dado ao estorno pedido pelo cliente), por exemplo, geralmente é a prova de uma fraude, e todas as informações contidas nele são de fundamental importância para que um sistema antifraude possa se retroalimentar e impedir novos crimes com este mesmo padrão.

Analisar padrões de ataque, aliás, também é primordial. As informações sobre fraudes que já aconteceram possibilitam que a solução antifraude consiga criar um efeito de rede que protege o ecossistema que envolve as transações.

Para que o trabalho contra fraudes seja eficiente, os sistemas utilizados devem ser capazes de conhecer o comportamento dos consumidores no universo digital como um todo, e não apenas na loja virtual onde a compra está acontecendo.

Como evitar a fraude

Para evitar altos índices de fraude, é preciso, antes de qualquer coisa, ir a fundo nesta questão, para entender exatamente o que causa este tipo de prejuízo em sua loja – e pode ser diferente do que acontece em seu concorrente, por exemplo.

A partir disso, é fundamental procurar soluções de parceiros que tenham a expertise suficiente para entender o contexto de cada situação, e para conseguir mapear a ação de fraudadores nos mais minuciosos detalhes, já que a fraude é dinâmica e exige equilíbrio entre inovação – como no uso de ferramentas de AI e Machine Learning, por exemplo – e experiência para combatê-la.

Todo varejista quer o sucesso do negócio, e, para isso, é preciso ter bastante foco no trabalho. Se a fraude não está controlada, não há como concentrar esforços no core business da empresa. Para poder focar apenas no crescimento do negócio, contar com um parceiro especializado na proteção antifraude e na preservação de clientes legítimos é primordial.

Ao contrário do que pode vir imediatamente à mente, ter este tipo de parceiro não é caro. Pelo contrário: isso significa menos reprovações, menos chargeback, menor tempo de resposta e, consequentemente, mais vendas legítimas.

Consumidor também deve se proteger

Jarouche afirma que o consumidor deve evitar a compra em sites suspeitos, e sempre que possível, realizar suas transações online via cartão de crédito. “Ao contrário do que muitos acreditam, a compra pelo cartão de crédito é mais segura do que via boleto ou transferência bancária. Caso uma fraude ocorra, o consumidor que realiza a compra via cartão consegue contestar a cobrança junto ao seu banco. Já as compras via boleto não são reembolsáveis. Uma vez que o dinheiro é depositado, o estorno torna-se mais complicado” finaliza.

Além disso, ações simples, como a adotar senhas fortes, pesquisar histórico e reputação das lojas e suspeitar de descontos muito acima dos praticados pelo mercado costumam ajudar muito além do que se imagina.

Antifraude eficiente resolve

A fraude é uma parte indesejada da administração de um negócio, mas não é uma parte com a qual o varejista tenha que conviver. Para ser bem sucedido, o fraudador precisa estar longe dos olhos da solução antifraude. Se o criminoso não puder fazer isso, ele vai migrar para alguma empresa que esteja mais vulnerável.

Os fraudadores são criativos e, para evitar ataques, a proteção antifraude também deve ser. Criminosos gostam do caminho que oferece menor resistência, e um bom sistema antifraude é a maior barreira que pode existir neste sentido.

Manter sistemas antifraude atualizados e contar com uma equipe ativa, além de uma abordagem minuciosa e multicamadas, são boas práticas que provavelmente manterão o varejo protegido e os consumidores sempre satisfeitos.

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Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.