9/08/2019 •
2 min. de leitura

Antifraude: como garantir segurança e evitar prejuízos no e-commerce

 

Crescimento constante do e-commerce no Brasil desperta a atenção de empreendedores, mas também abre brechas para os ataques de fraudadores

 

 
 

Resumo do post:

- Dados do e-commerce e dos prejuízos com fraude

- Como manter a segurança do varejo e do consumidor

- Importância de contar com sistemas modernos contra fraude

- Equilíbrio entre tecnologia e inteligência humana especializada

Um levantamento recente da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) mostra que o e-commerce está em alta no Brasil, com um faturamento de R$ 17 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa um crescimento de 16% em relação ao mesmo período de 2018. O cenário atual do e-commerce brasileiro é uma fonte de oportunidades para varejistas, empreendedores e investidores, que concentram cada vez mais esforços e recursos em lojas virtuais. O problema, no entanto, é que fraudadores também enxergam muitas possibilidades neste cenário de crescimento, tornando inimaginável a existência saudável de um e-commerce que não conte com um sistema antifraude eficiente.

Cenário da fraude no Brasil

Segundo o Mapa da Fraude 2019, estudo anual realizado pela ClearSale, a cada R$ 100 gastos em lojas online no ano passado, R$ 3,53 sofreram tentativas de fraude, o que representa um aumento de quase 9% em relação ao ano anterior.

Em 2018, as categorias de produtos que mais sofreram tentativas de fraude foram celulares, games, bebidas, eletrônicos e informática. “São setores mais visados nos últimos anos, possivelmente pela revenda relativamente fácil em mercados paralelos. É mais fácil repassar um celular do que uma geladeira, por exemplo”, diz Omar Jarouche, diretor de Marketing, Planejamento Comercial e Soluções da ClearSale.

De acordo com o estudo, as regiões mais atacadas foram Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Na região Norte – que figura no topo do ranking – a cada R$ 100 em compras no e-commerce, R$ 5,43 foram tentativas de fraude, um percentual 54 % maior que a média nacional.

“Não há uma razão clara que justifique as tentativas de fraude mais recorrentes nestas regiões. No entanto, as boas práticas – como uso de senhas fortes, por exemplo – servem para diminuir risco em qualquer lugar ou segmento. As fraudes podem acontecer em todos os lugares, e ter essa consciência é o primeiro passo para não ser surpreendido”, diz Jarouche.

Segurança para o varejo

Atualmente, nenhuma administradora de cartão assume os riscos de chargeback de uma transação comercial, deixando o prejuízo todo para o varejista, que efetua a venda e depois descobre que não terá o valor creditado em sua conta.

Para evitar problemas com fraudes, é preciso, antes de qualquer coisa, ir a fundo nesta questão para entender exatamente o que causa este tipo de prejuízo em uma determinada loja online.

A partir disso, é fundamental procurar soluções antifraude de parceiros que tenham expertise suficiente para entender o contexto de cada situação e para conseguir mapear a ação de fraudadores nos mais minuciosos detalhes, já que a fraude é dinâmica e exige equilíbrio entre inovação – como no uso de ferramentas de AI e Machine Learning – e experiência para combatê-la.

O chargeback causado pela fraude pode causar danos irreversíveis ao negócio. No caso de grandes empresas, talvez esse efeito, em um primeiro momento, seja menor, mas fatalmente o chargeback causará, a menos que seja controlado, prejuízos consideráveis em médio e longo prazos.

Os cibercriminosos de hoje são inteligentes e estão sempre em busca do ponto mais vulnerável. Depois de identificar uma vulnerabilidade, eles trocam informações, compartilham ideias e fazem com que os danos financeiros sejam rápidos e desastrosos.

Segurança para o consumidor

Jarouche afirma que o consumidor deve evitar a compra em sites suspeitos, e sempre que possível, realizar suas transações online via cartão de crédito. “Ao contrário do que muitos acreditam, a compra pelo cartão de crédito é mais segura do que via boleto ou transferência bancária. Caso uma fraude ocorra, o consumidor que realiza a compra via cartão consegue contestar a cobrança junto ao seu banco. Já as compras via boleto não são reembolsáveis. Uma vez que o dinheiro é depositado, o estorno torna-se mais complicado” finaliza.

Antifraude eficiente é sinônimo de fraude controlada

Fraude é uma parte indesejada da administração de um negócio, mas não é uma parte com a qual o varejista tenha que conviver.

Para ser bem sucedido, o fraudador precisa estar longe dos olhos da solução antifraude. Se o criminoso não puder fazer isso, ele vai migrar para alguma empresa que esteja mais vulnerável.

Os fraudadores são criativos e, para evitar ataques, a proteção antifraude também deve ser. Criminosos gostam do caminho que oferece menor resistência, e um bom sistema antifraude é a maior barreira que pode existir neste sentido.

Manter sistemas antifraude atualizados e contar com uma equipe atualizada, além de uma abordagem minuciosa e multicamadas, são boas práticas que provavelmente manterão o varejo protegido e os consumidores sempre satisfeitos.

Conteúdo relacionado:

Relatório Neotrust é o censo do comércio eletrônico brasileiro

Data Lake: conheça e saiba por que é importante no combate a fraudes

ClearCast: como funciona a cadeia de pagamentos no e-commerce

O que é score de fraude e como usá-lo corretamente em sua loja

Converse agora com os nossos especialistas em segurança:

Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.