29/07/2021 •
2 min. de leitura

Biometria comportamental: conheça agora essa nova tendência!

 
 

Com o sucesso dos aplicativos digitais, os criminosos passaram a ter um grande interesse em comprometer as transações por meio de dispositivos móveis. Em razão disso, os métodos de proteção contra ações fraudulentas tornaram-se obsoletos, mesmo com a segurança de procedimentos, como a autenticação em duas etapas.

Nesse contexto, a biometria é uma grande aliada. Trata-se de uma tecnologia usada para confirmar a identidade de um indivíduo, por meio de uma análise de características biológicas e restritas. Os diferentes tipos de sistemas biométricos são capazes de evitar crimes de identidade, fraudes e controlar o acesso de pessoas em ambientes físicos e digitais.

Desse modo, além das características físicas, os comportamentos tornaram-se a nova tendência de monitoramento da biometria. Isso porque eles criam uma impressão digital dinâmica que é extremamente difícil de ser imitada, o que faz com que seja uma poderosa ferramenta de identificação, tão única quanto as digitais dos seus dedos.

Para que você conheça mais essa tendência, explicaremos, neste artigo, o que é e como funciona a biometria comportamental, destacando qual sua importância para a segurança e a prevenção de fraudes. Acompanhe!

O que é biometria comportamental?

A biometria comportamental é um tipo de autenticação de usuários baseada na criação de um perfil exclusivo. Seu principal objetivo é mapear os padrões de utilização de cada pessoa para confirmar a sua identidade.

Ela alia as características físicas com outras não fornecidas diretamente pelo usuário, como a altura que você segura o celular, o modo como movimenta o mouse do computador, a velocidade de digitação, a intensidade que você toca a tela do dispositivo e até mesmo como corrige as palavras. São diversas variáveis que possibilitam traçar um perfil único.

Tais padrões comportamentais são difíceis de serem reproduzidos ou de serem identificados manualmente — e, por isso, a biometria comportamental utiliza tecnologias de inteligência artificial para compreender como um indivíduo se comporta ao longo do tempo e, desse modo, identificar os padrões.

Como ela funciona?

Cada sistema biométrico apresenta um tipo específico de funcionamento, porém, de modo geral, existem três componentes básicos. Confira! 

  • Captura: é o momento em que se realiza a aquisição de uma amostra de informação única do indivíduo (como a digital ou a íris do olho)
  • Extração: consiste na remoção de informações da amostra para que, com base nela, seja feita a identificação. O resultado dessa análise é chamado de template
  • Comparação: utiliza o template armazenado para compará-lo com a informação colhida recentemente.

No caso da biometria comportamental, a análise é muito mais complexa, pois a identificação é realizada com base na maneira com que cada pessoa reage a diferentes situações. 

Ao capturar o modo como o usuário normalmente manuseia seu aparelho por um período, os algoritmos da biometria comportamental determinam um tipo de “rastro”. Dessa forma, se as ações do usuário corresponderem a essa impressão, existe uma grande probabilidade de que os comportamentos sejam legítimos.

Como dito, na biometria comportamental são analisados alguns padrões feitos pelos usuários de maneira consistente, como a forma de falar, dinâmica de assinatura, inclinação do aparelho, pressionamento de tecla, a maneira como usamos objetos, o som de passos, gestos, entre outros. Tudo isso permite a criação de uma identidade digital que é dinâmica e que, conforme o tempo passa, vai se aprimorando.

É importante destacar que compreender o comportamento do usuário no meio digital é algo imprescindível, principalmente para as instituições bancárias, onde circulam uma grande quantidade de informações sigilosas referentes às transações. Por isso, a biometria comportamental é uma metodologia que permite vantagens significativas para as empresas que buscam conhecer melhor o seu público.

Como ela se diferencia da biometria convencional?

Atualmente, a verificação e a autenticação de identidade fundamentada em dados fixos, como login, senhas, documentos físicos e perguntas pessoais, têm sido burladas por novos modelos de fraudes de identidade, que abrange identificações sintéticas e biometria roubada.

Por outro lado, a identidade baseada em biometria comportamental produz um padrão mais difícil de prever ou de imitar, e que não gera nenhum problema à experiência do usuário. Isso acontece porque as ferramentas atuais estabelecem a identificação biométrica como um código fixo.

Dessa forma, fica mais fácil cloná-lo e desbloquear o aparelho. Já a biometria comportamental está focada em identificar o indivíduo além dos eletrônicos, ou seja, detectam o modo de agir do usuário antes mesmo dele informar os dados.

Isso significa que, diferentemente da biometria convencional, o modelo atual entende quando um comportamento foge do padrão comum do usuário e aponta como um risco de ser um fraudador, o que antecipa as ações de bloqueio e, consequentemente, evita práticas criminosas. 

Quais os principais benefícios dessa tecnologia?

Primeiro, podemos dizer que a utilização da biometria permite aumentar a segurança e a eficiência dos processos tanto para as empresas quanto para os consumidores. Sem falar na otimização do tempo que a tecnologia traz para o dia a dia e a maior privacidade aos usuários.

Para as instituições bancárias, por exemplo, a biometria comportamental é uma tecnologia muito eficaz, capaz de melhorar a segurança e a proteção dos clientes ao usarem os aplicativos.

Contar com esse mecanismo é uma forma de oferecer uma experiência mais confiante para o público, sem que os usuários fiquem inseguros de sofrer uma possível fraude. Afinal, apenas com autorização é possível ter acesso às informações e aos ambientes disponibilizados.

Além disso, quando falamos em privacidade e proteção de dados, a vantagem da biometria comportamental é que, por coletar apenas dados comportamentais, não oferece riscos de vazamento de informações pessoais ou de infração à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Tudo isso faz dela um limiar na prevenção e na detecção de fraudes em plataformas digitais.

Como você pôde ver, a biometria comportamental é uma tecnologia promissora, capaz de oferecer soluções assertivas e seguras, sobretudo para empresas que buscam ter um entendimento melhor do seu público, como os bancos digitais.

Como resultado, é possível agregar maior compreensão e informações dos usuários, proporcionando mais segurança e proteção nas operações digitais, evitando, assim, possíveis fraudes.

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Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.