2/08/2022 •
2 min. de leitura

Autenticação Digital: conheça os principais métodos e sua importância

Entenda como a tecnologia ajuda a proteger dados de consumidores ao mesmo tempo em que afasta o risco de prejuízos às empresas

 
 

Em tempos nos quais a transformação digital já é uma realidade presente no dia a dia de, praticamente, todas as empresas, processos como a autenticação digital têm sido utilizados para evitar crimes de falsidade ideológica — especialmente quando a finalidade em questão é a aprovação de crédito para os mais diversos fins. 

Isso acontece porque esse procedimento pode proteger consumidores contra possíveis violações de dados, afastando o risco de prejuízos às empresas.

A autenticação é uma das formas possíveis de confirmar usuários de sistemas como legítimos e autênticos. Por meio dela, é possível comprovar que quem reivindica algum tipo de acesso é, de fato, a pessoa que afirma ser. 

Continue a leitura deste post para entender o que é a autenticação digital e como ela tem auxiliado os usuários de sistemas a terem experiências mais seguras com as plataformas digitais.

O que é autenticação digital?

A autenticação digital é um processo online pelo qual se consegue provar que uma pessoa é ela mesma, ainda que não haja a presença física do usuário. Ela evita que fraudadores ou outras pessoas com más intenções possam se passar por cidadãos idôneos, usando seus dados para cometer fraudes e outros tipos de crimes.

Quais são os tipos de autenticação digital?

Não só a aprovação de crédito, mas outros procedimentos importantes dependem da autenticação digital para serem concluídos com sucesso. 

Para que uma empresa possa definir qual é o melhor e mais adequado método para isso, é preciso, antes, definir os níveis de complexidade e sofisticação necessários. Assim, é possível identificar as categorias e os fatores a serem utilizados. 

A seguir, conheça as possibilidades e os tipos desse formato de autenticação.

Algo que o usuário saiba

Para conseguir o acesso solicitado, o usuário precisa saber dados como nome, senha, PIN etc. — informações conhecidas apenas pelo proprietário.

Essa categoria tem a vantagem de ser mais comum e de utilização mais simples. O problema é que ela pode ser burlada quando um terceiro consegue descobrir esse tipo de dado, ainda que o faça de forma grosseira, como um simples processo de tentativa e erro.

Algo que o usuário tenha

Essa categoria diz respeito às coisas que o usuário precisa ter em mãos para conseguir acesso a uma plataforma. Ao receber um código de validação por SMS, por exemplo, o usuário precisa ter acesso ao número de celular cadastrado. 

Outro bom exemplo é o de empresas que já oferecem aplicativos geradores de senhas para smartphones. Essa categoria é mais segura que a anterior, pois exige a posse do cartão ou do token, mas ela não é à prova de riscos, pois técnicas de engenharia social já se mostraram, em alguns casos, eficientes para burlar esse tipo de dado.

Característica física do usuário

Nessa categoria, a autenticação tem a vantagem de ser mais rigorosa, pois utiliza fatores que, em tese, não podem ser copiados, como a biometria. Um bom exemplo é a leitura da impressão digital, mas também existe o escaneamento facial, de veias, o reconhecimento de voz etc. 

O problema, no entanto, é que a biometria já se mostrou falha — quando fraudadores criaram moldes de silicone de digitais de outras pessoas para burlar um leitor.

Outro dilema comum da biometria, especificamente para leituras em smartphones, é que ela geralmente é cadastrada no aparelho e utilizada por aplicativos. Assim, se o celular for roubado, o criminoso pode cadastrar uma nova biometria e acessar os aplicativos por meio dela.

Como ocorre o processo de autenticação?

Mesmo "comuns", os processos mais utilizados hoje no mercado são seguros e têm resolvido bem a maioria das dores das empresas, especialmente quando o assunto em questão é a aprovação de crédito. 

Vale lembrar, no entanto, que nenhum método de autenticação pode ser considerado totalmente à prova de fraudes. Conheça algumas opções de autenticação disponíveis atualmente.

PINs ou senhas

Utilizados em praticamente todos os tipos de validação, os PINs e as senhas são códigos que, em tese, apenas o usuário legítimo conhece. De posse da sequência correta desses algarismos, o usuário consegue comprovar, em um primeiro momento, que é ele quem solicita o acesso, e não uma pessoa se passando por ele.

Biometria

A biometria é realizada por sistemas capazes de ler as características físicas, que são únicas de cada usuário. Isso faz com que seja possível afirmar, com bastante assertividade, que o usuário é quem diz ser quando solicita um acesso. Em mecanismos como a identidade digital, ela é indispensável para garantir seu pleno funcionamento.

Atualmente, as modalidades de biometrias mais utilizadas são a digital, que lê a impressão digital do usuário, e a facial, que compara a imagem da câmera em tempo real àquela cadastrada pelo usuário no banco de dados. Tome cuidado para não confundir biometria facial com facematch. Por não ser realizada em tempo real, essa última tem sido muito utilizada em transações monetárias e trocas de informações sensíveis.

Token

Na autenticação digital realizada pelo token, é necessária a utilização de um pequeno dispositivo ou da instalação de apps específicos que possam gerar senhas randômicas. Como essas senhas duram apenas alguns segundos, sendo alteradas após esse período, a segurança do processo é maior, evitando possíveis fraudes.

E-mail

Nesse caso, o usuário precisa cadastrar seu e-mail e confirmá-lo para concluir o processo de utilização de determinado serviço. Nas assinaturas de serviços, por exemplo, é comum que, antes mesmo de iniciar a utilização, o cliente precise confirmar a veracidade do endereço de e-mail por meio de links ou códigos enviados ao endereço cadastrado.

SMS

Assim como na autenticação via e-mail, o usuário recebe links ou códigos para confirmar sua identidade. A diferença é que, nesse caso, o conteúdo é enviado via mensagem de texto (SMS) para o número de celular cadastrado, garantindo que o proprietário dos dados seja o usuário do contato cadastrado.

Identificação por voz

Uma atualização da autenticação via biometria é a identificação por voz. Nesse método, é necessário que o usuário fale uma frase-chave previamente cadastrada. 

O que é levado em conta para a autenticação não é somente o conteúdo da frase, mas a característica da voz do proprietário dos dados, garantindo que se trata da mesma pessoa que realizou o cadastro inicial.

Chaves pública e privada

As chaves pública e a privada consistem em uma dupla utilizada conjuntamente. Elas compõem um par de chaves criptográficas: enquanto a pública é utilizada para verificar a assinatura digital, a chave privada é mantida em segredo pelo proprietário, de forma que somente ele esteja em posse de seu certificado digital — sendo possível criar sua legítima assinatura digital, por exemplo.

Chave simétrica

Enquanto na autenticação anterior são necessários dois tipos de chave, nesse caso, apenas uma chave é utilizada no processo. Essa chave é compartilhada somente entre o emissor e o destinatário do conteúdo, sendo capaz de decodificar a forma como ele foi cifrado.

Esse sistema tem como vantagem a boa performance e a possibilidade de manter a comunicação simultânea entre várias pessoas. Se a chave for comprometida, é preciso efetuar a troca por uma nova sequência, mantendo o algoritmo inicial.

Autenticação de dois fatores

A autenticação de dois fatores é uma camada extra de segurança para consumidores e empresas. É uma combinação dos métodos de autenticação citados anteriormente. 

Também conhecida como 2FA, é uma etapa que vai além da senha de usuário para garantir que uma pessoa, quando tenta fazer login em um ambiente protegido, realmente é quem diz ser, e não um fraudador tentando cometer um crime.

Os casos mais comuns de uso do segundo fator de autenticação são aqueles nos quais um SMS ou um código é enviado para um e-mail cadastrado pelo usuário, que tem a tarefa de acessá-lo e fazer a autenticação. 

Essa ferramenta também é utilizada no mundo físico, como os caixas eletrônicos que pedem impressões digitais dos correntistas nos leitores biométricos, após a validação com senha.

Qual é a importância da autenticação de identidade?

Autenticar a identidade de um usuário em ambientes digitais é extremamente importante para garantir a segurança antifraude dos dados que ali trafegam, tanto para a empresa quanto para o próprio usuário. 

Quando falamos de processos que necessitam comprovar a legitimidade do indivíduo para a aprovação de crédito, a importância passa a ser ainda maior.

Do ponto de vista das empresas, os benefícios vão desde melhorar a experiência dos clientes até a economia com ações judiciais longas e custosas, que podem surgir a partir da invasão de uma conta. 

Isso tudo sem citar os prejuízos financeiros diretos com estornos e multas, que são evitados ao se fazer uma autenticação eficiente. Enquanto isso, para os usuários, a certeza de trafegar em um ambiente seguro e com dados sensíveis protegidos é o grande ganho.

Gestão e segurança da informação

Uma preocupação constante das empresas atentas às tendências de mercado é adotar métodos de autenticação que possam checar identidades sem gerar qualquer tipo de fricção ao usuário.

Para que isso aconteça, é preciso investir em meios modernos de autenticação, capazes de cruzar rapidamente grandes quantidades de dados, alimentando bases de tecnologias de Machine Learning e, consequentemente, deixando as soluções de autenticação cada vez mais sofisticadas e discretas à percepção do usuário.

Vale ressaltar que as empresas precisam encontrar soluções flexíveis e que possam oferecer um leque de opções de autenticação ao usuário, para que ele possa escolher o método mais conveniente. 

Com a facilidade em processos como empréstimos e transações financeiras, a aprovação de crédito também precisa ser agilizada para acompanhar a rapidez demandada pelos usuários.

A difusão de métodos de autenticação dificultou a integração de todos eles, por isso, empresas devem identificar fornecedores capazes de suportar diferentes meios de identificação dos usuários.

Além disso, é preciso analisar continuamente as próprias decisões e ter a consciência de que fraudadores também buscam maneiras de se aperfeiçoar. Com isso em mente, fica mais fácil mitigar o risco de ser surpreendido por criminosos mais sofisticados.

A autenticação de identidade é uma das formas de garantir mais agilidade na aprovação de crédito dos seus clientes. Quer saber mais sobre esse assunto? Confira mais dicas neste post!

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