10/10/2019 •
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Autenticação Digital: conheça os principais métodos e sua importância

Entenda como a tecnologia ajuda a proteger dados de consumidores ao mesmo tempo em que afasta o risco de prejuízos às empresas

 
 

Em tempos nos quais a transformação digital já é uma realidade absolutamente presente no dia a dia de praticamente todas as empresas e pessoas, muito se fala nos métodos de autenticação digital de usuários utilizados para evitar fraudes de falsidade ideológica, o que, quando bem feito, protege consumidores contra a violação de dados e afasta o risco de prejuízos às empresas.

Os métodos de autenticação são as formas que a tecnologia da informação encontrou para poder confirmar usuários de sistemas como legítimos e autênticos. Ou seja, maneiras de comprovar que quem reivindica algum tipo de acesso é, de fato, a pessoa que afirma ser.

Em outras palavras, os métodos de autenticação são ferramentas tecnológicas que buscam verificar a identidade de uma pessoa no mundo digital, sem que haja a necessidade da presença física para isso.

O que é autenticação digital

A autenticação digital é o processo online pelo qual se consegue provar que uma pessoa é ela mesma, ainda que não haja a presença física (o que tornaria essa comprovação óbvia). Isso acontece para evitar que fraudadores ou outras pessoas com más intenções possam se passar por cidadãos idôneos, usando seus dados para cometer fraudes e outros tipos de crimes.

É uma maneira de comprovar a identidade de uma pessoa sem que ela precise estar fisicamente presente em um determinado local para realizar algum tipo de operação, processo ou transação.

Tipos de autenticação digital

Para que uma empresa possa definir quais são os métodos de autenticação mais aderentes ao negócio, é preciso, antes, definir níveis de complexidade e sofisticação, pois só assim é possível identificar categorias e quantos fatores serão utilizados. Conheça as categorias:

Algo que o usuário saiba

Para conseguir o acesso solicitado, o usuário precisa saber dados como nome, senha, PIN, etc. Ou seja, coisas que ele precisa, necessariamente, conhecer para ser autenticado. Essa categoria tem a vantagem de ser muito conhecida e simples de ser utilizada, mas pode ser burlada quanto um terceiro consegue descobrir este tipo de dado, ainda que o faça de forma grosseira, como um simples processo de tentativa e erro.

Algo que o usuário possua

Esta categoria diz respeito às coisas que o usuário precisa ter em mãos para conseguir um determinado acesso. Por exemplo: se ele recebe um código de validação por SMS, ele precisa ter um celular para acessar. Outro bom exemplo é o de empresas que já oferecem aplicativos geradores de senhas para smartphones. Esta categoria é mais segura que a anterior, pois exige a posse do cartão ou do token. No entanto, ela não é à prova de riscos, pois técnicas de engenharia social já se mostraram, em alguns casos, eficientes para burlar este tipo de dado.

Característica física do usuário

Nesta categoria, a autenticação tem a vantagem de ser mais rigorosa, pois utiliza fatores que, em tese, não podem ser copiados, como a biometria. Um bom exemplo é a leitura da impressão digital, mas há também escaneamento facial, de veias, reconhecimento de voz, etc. O problema, no entanto, é que a biometria já mostrou falhas, por exemplo, quando fraudadores criaram moldes de silicone de digitais de outras pessoas para burlar um leitor.

Como ocorre o processo de autenticação

Apesar de serem os mais comuns utilizados hoje no mercado, não quer dizer que eles são menos seguros ou que não resolvem bem a maioria das dores das empresas neste segmento. Vale lembrar, no entanto, que nenhum método de autenticação pode ser considerado totalmente à prova de fraudes. Conheça os principais métodos de autenticação:

PIN’s ou senhas

Utilizados em praticamente todos os tipos de validação, os PIN’s e as senhas são números que, em tese, apenas o usuário legítimo conhece. De posse da sequência correta destes algarismos, o usuário consegue comprovar, em um primeiro momento, que é ele quem solicita o acesso, e não uma pessoa se passando por ele.

Biometria

A biometria é realizada por sistemas que são capazes de ler as características físicas únicas de cada usuário. Isso faz com que seja possível afirmar, com bastante efetividade, que o usuário é quem diz ser quando solicita um acesso.

Autenticação de dois fatores

A autenticação de dois fatores é uma camada extra de segurança para consumidores e empresas. É uma combinação dos métodos de autenticação citados anteriormente.

Também conhecida como 2FA, é uma etapa além da senha de usuário para garantir que uma pessoa, quando tenta o login em um ambiente protegido, é de fato ela própria, e não um fraudador tentando cometer um crime.

Os casos mais comuns de uso do segundo fator de autenticação são aqueles nos quais um SMS ou um código é enviado para um e-mail cadastrado pelo usuário, que tem a tarefa de acessá-lo e fazer a autenticação. No entanto, esta ferramenta também é utilizada no mundo físico, como os caixas eletrônicos que pedem impressões digitais dos correntistas nos leitores biométricos, após a validação com senha.

Importância da autenticação de identidade

Autenticar a identidade de um usuário em ambientes digitais é extremamente importante para garantir a segurança antifraude dos dados que ali trafegam, tanto para a empresa quanto para o próprio usuário.

Do ponto de vista das empresas, os benefícios vão desde melhorar a experiência dos clientes até a economia com ações judiciais longas e custosas, as quais que podem surgir a partir da invasão de uma conta. Isso tudo sem citar os prejuízos financeiros diretos com estornos, multas, etc, que são evitados ao se fazer uma autenticação eficiente.

Enquanto isso, para os usuários, a certeza de trafegar em um ambiente seguro e com dados sensíveis protegidos é o grande ganho.

Gestão e segurança da informação

Uma preocupação constante das empresas atentas às tendências de mercado é a de adotar métodos de autenticação que possam checar identidades sem gerar qualquer tipo de fricção ao usuário.

Para que isso aconteça, é preciso investir em meios modernos de autenticação, capazes de cruzar rapidamente grandes quantidades de dados, alimentando bases de tecnologias de Machine Learning e, consequentemente, deixando as soluções de autenticação cada vez mais sofisticadas e discretas à percepção do usuário.

Vale ressaltar que as empresas precisam encontrar soluções flexíveis e que possam oferecer ao usuário um leque de opções de autenticação, para que ele, por sua vez, possa escolher o método mais conveniente.

A difusão de métodos de autenticação tornou a integração de todos os métodos de autenticação muito mais difícil. Por isso, empresas devem identificar fornecedores capazes de suportar diferentes métodos de autenticação.

Além disso, é preciso analisar continuamente as próprias decisões e ter a consciência de que fraudadores também buscam maneiras de se aperfeiçoar, pois tal mindset ajuda a mitigar o risco de ser surpreendido por criminosos mais sofisticados.

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Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.