26/02/2020 •
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O que é acurácia: o conceito, a importância e como aplicar

 

Palavra utilizada para definir o nível de exatidão dos resultados obtidos pela aplicação de tecnologia tem se tornado cada vez mais importante

 

 

Quando se fala em tecnologia atualmente, um termo que tem se tornado cada vez comum é o da acurácia. Usada muitas vezes quase como um sinônimo de precisão e eficiência, a palavra tem um significado mais específico neste ecossistema, o que acaba gerando alguns equívocos em sua utilização.

O que é acurácia

A origem do termo está na palavra accuracy, da língua inglesa, mas foi na Física e Matemática que começou a ganhar força no Brasil, já que áreas passaram a falar em acurácia para definir a proximidade de um resultado experimental com o seu valor real, onde quanto maior a acurácia, mais autêntico é o resultado da experiência.

Em sua aplicação na tecnologia, a acurácia também pode ser definida como a proximidade de um resultado experimental com o seu valor de referência real.

Acurácia e precisão são diferentes

Embora possam ter significados parecidos e até mesmo serem utilizados muitas vezes como sinônimos, é muito importante deixar claro que são conceitos diferentes e que, para evitar eventuais equívocos, é importante ter clareza sobre as especificidades de cada um.

A precisão é o grau de variação gerado por diferentes medições. Dessa forma, quanto mais preciso um processo, menor será a variação entre os valores obtidos. Já a acurácia é uma espécie de soma entre exatidão e precisão. Ou seja, na acurácia, os resultados obtidos por uma experiência, por exemplo, não apenas podem ser precisos, mas também precisam estar perto do valor de referência ou valor real usado como base.

precisão

Importância da acurácia

Contar com altos índices de acurácia nos resultados de uma experiência, seja qual for o objetivo ao qual ela se propõe, é fundamental. Quando se fala em aplicação de tecnologia, mais ainda.

Ao aplicar Inteligência Artificial e Machine Learning em soluções antifraude, por exemplo, é preciso trabalhar com nível altíssimo de acurácia, para garantir que bons consumidores estão protegidos e que as ações criminosas estão sob controle.

Trabalhar com altos níveis de acurácia é ter a certeza de que os métodos utilizados para os processos têm resultados satisfatórios e que a aplicação da tecnologia é feita da maneira mais correta possível.

Níveis de acurácia

A acurácia não é um conceito binário, onde simplesmente há ou não há acurácia. Existem níveis percentuais que ajudam a classificar se a acurácia de um processo ou modelo está satisfatória. Conheça os níveis e o que significam:

Baixo

Quando o nível de acurácia fica entre 0% e 30%, pode-se dizer que ele é baixo. Com isso, há pouca ou nenhuma convicção de que os resultados obtidos são próximos do real. Pensando no combate a fraudes, por exemplo, quando se tem um nível baixo de acurácia, há um risco relativamente elevado, o que não é interessante para uma solução.

Médio

Se a acurácia varia entre 30% e 70%, ela é considerada média. No exemplo citado acima, isso quer dizer que ela apresentaria um risco moderado de não apresentar resultados aceitáveis em relação aos valores de referência. Embora não seja o nível mais seguro de acurácia, alguns modelos de negócio com mais apetite ao risco podem entender que é aceitável trabalhar desta forma e simplesmente correr o risco.

Alto

Nos casos em que o nível de acurácia varia entre 70% e 100%, pode-se considerar que há alta precisão dos resultados e baixo risco de erro, o que traz mais segurança para a tomada de decisão. Na verdade, quando a acurácia está acima dos 90%, o efeito prático é o de resultado comprovado, uma vez que a variação em relação ao valor real de referência é bem baixa. Quando a decisão não tem muito espaço para erro e o apetite ao risco não pode ser muito grande, trabalhar com elevados níveis de acurácia é o único caminho aceitável.

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Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.