23/08/2019 •
2 min. de leitura

Autenticação de dois fatores (2FA): o que é, como usar e por que é importante

 

Camada extra de segurança é cada vez mais comum em sistemas de segurança e também pode ser usada para prevenir fraudes. Conheça!

 

 
 

A tecnologia disponível hoje em dia abre constantes possibilidades de consumo de bens e serviços, o que gera uma grande quantidade de dados circulando em ambientes digitais o tempo todo. Neste cenário, a preocupação com segurança e sistemas antifraude eficientes é comum para empresas e consumidores, que buscam meios para manter informações importantes sempre protegidas. Diante disso, a autenticação de dois fatores surgiu como uma importante aliada contra cibercriminosos e fraudadores, os quais são cada vez mais vorazes.

O que é autenticação de dois fatores

A autenticação de dois fatores é uma camada extra de segurança para consumidores e empresas. É uma etapa além da senha de usuário para garantir que uma pessoa, quando tenta o login em um ambiente protegido, é de fato ela própria, e não um fraudador tentando cometer um crime.

Os casos mais comuns de uso do segundo fator de autenticação são aqueles nos quais um SMS ou um código é enviado para um e-mail cadastrado pelo usuário, que tem a tarefa de acessá-lo e fazer a autenticação. No entanto, esta ferramenta também é utilizada no mundo físico, como os caixas eletrônicos que pedem impressões digitais dos correntistas nos leitores biométricos, após a validação com senha.

Como funciona a autenticação de dois fatores

De forma simplificada, a autenticação em dois fatores adiciona uma camada extra de segurança quando um usuário acessa algum tipo de produto ou serviço digital. Ao inserir nome e senha, por exemplo, há a primeira etapa da autenticação, e quando uma nova informação para confirmar a identidade é exigida, há aí a segunda etapa. Ou seja, a autenticação de dois fatores.

Embora nem todo mundo conheça a expressão, é muito provável que a maioria já tenha passado por isso, seja inserindo a impressão digital em um caixa eletrônico após validar a senha, ou mesmo inserindo um código de ativação recebido via SMS após validar e-mail e senha em um acesso.

A autenticação de dois fatores funciona dessa forma: adicionando uma camada de segurança além da primeira, para garantir que não há uma fraude de identidade em andamento.

A importância da autenticação de dois fatores

Embora não possa ser vendida como à prova de falhas, a autenticação de dois fatores é extremamente importante para garantir a segurança dos dados que trafegam em ambientes digitais, já que complica muito o trabalho de possíveis invasores, à medida que saber uma senha não é mais o suficiente. Além disso, se um criminoso descobrir uma senha e tentar a invasão de uma conta, o usuário legítimo tem como ficar sabendo e mudar prontamente a senha e evitar o crime.

Do ponto de vista das empresas, os benefícios vão desde melhorar a experiência dos clientes até a economia com ações judiciais longas e custosas que podem surgir a partir da invasão de uma conta. Isso tudo sem citar os prejuízos financeiros diretos com estornos, multas, etc, que são evitados ao deixar o segundo fator de autenticação disponível para os clientes ativarem.

Além destas questões, há um outro bom exemplo do uso da autenticação de dois fatores em empresas: um estudo recente aponta que dois terços das empresas que permitem o home office não podem oferecer acesso seguro à rede corporativa, o que seria facilmente resolvido por um sistema de autenticação de dois fatores, gerando economia considerável de despesas.

Como usar a autenticação de dois fatores

A maior parte das grandes empresas que trafegam dados em ambientes digitais já oferecem um sistema de autenticação de dois fatores de forma gratuita, bastando ao usuário fazer uma simples ativação.

Cada empresa disponibiliza o tipo de segunda autenticação que mais faz sentido em seu sistema de segurança, mas, como dito anteriormente neste texto, os meios mais comuns são mensagens de validação por SMS ou e-mail, geralmente com número de token ou link para ativação de um serviço.

Boas práticas que ajudam na segurança

Mais do que o uso da autenticação em dois fatores, algumas medidas de segurança ajudam a mitigar o risco de problemas. Trocas frequentes de senha, códigos alfanuméricos, dispositivos de segurança em notebooks e smartphones são algumas das boas práticas que podem fazer a diferença entre se tornar, ou não, vítima de um ataque fraudulento.

Outras formas de Autenticação de Segurança

Dada a forma cada vez mais profissional com a qual as empresas lidam com problemas e soluções voltadas à segurança, tem se tornado comum o surgimento de diferentes tecnologias de geração de códigos ou até mesmo de soluções biométricas para autenticar usuários com segurança e sem causar fricções no processo.

Apesar disso, ainda é altamente recomendável a adoção de práticas que, embora pareçam simples, costumam ser muito eficientes do ponto de vista de segurança, como uso de senhas fortes, troca periódica dessas senhas e o não uso das mesmas senhas em diferentes contas.

Data Trust e autenticação de dois fatores

O Data Trust é uma das soluções da ClearSale que mais utilizam a autenticação de dois fatores. Criada para validar dados cadastrais informados por clientes finais a empresas, nos mais variados serviços, a solução oferece uma análise inteligente de informações, com atribuição de ratings e insights e combinação com o score de fraude gerado a partir da base única da ClearSale.

Com mais de 370 insights divididos em 16 categorias – como gestão de risco, histórico de fraude, idade do dado, geolocalização, característica digital, força dos vínculos dos dados, características de device –, o Data Trust é uma camada de interpretação que suporta as empresas na identificação de falsidade ideológica em processos de cadastro e subscrição, com um rico conjunto de variáveis e auxílio valioso do consumidor legítimo.

Título

Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.