24/09/2020 •
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Fraude de seguro: veja como evitar e quais medidas tomar

Tecnologia tem sofisticado métodos de combate a fraudes, diminuído prejuízos e melhorado indicadores de empresas do setor

 

Assim como acontece em praticamente todos os setores de negócios no Brasil, o de seguros é um que também sofre constantemente com os diversos prejuízos causados pela fraude. Além das perdas diretas, o crime também tem reflexo em outros indicadores, já que incide, inclusive, na precificação das apólices, que ficam mais caras quando a fraude de seguro não está controlada.

Impacto da fraude de seguro nas finanças das seguradoras

A última atualização do relatório do Sistema de Quantificação de Fraudes (SQF), nome dado ao banco de dados da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), mostra que foram mais de R$ 723 milhões em fraudes comprovadas no setor em 2018.

Isso quer dizer que cerca de 14,1% das indenizações pagas pelas seguradoras foram, na verdade, fraudes. Ainda de acordo com o relatório, os sinistros ocorridos em 2018 somaram aproximadamente R$ 32,9 bilhões. Deste total, R$ 5,1 bilhões foram considerados suspeitos, o que corresponde a 15,6% do valor total.

Fraudes mais comuns em seguros

As diferentes fraudes em seguros costumam ter um objetivo comum, que está ligado ao recebimento indevido das indenizações das apólices. Para conseguir isso, os fraudadores têm tentado se aprimorar ao longo dos anos, mas, basicamente, os tipos mais de comum de fraudes de seguros são as listadas abaixo.

Seguro de carro

A fraude de seguro automotivo é uma das que mais causa prejuízos ao setor de seguros no Brasil. Fatores como tamanho e idade da frota de veículos no Brasil contribuem para isso. Ao contrário do que muitos pensam, a fraude de seguro automotivo não acontece apenas por causa da indenização paga pela seguradora, mas também na inversão de responsabilidade em um acidente ou no reparo de danos que nada tiveram a ver com o sinistro em questão, por exemplo. Embora nem todos saibam, estes ‘pequenos desvios’ são, sim, fraudes que podem prejudicar o setor significativamente.

Seguro de vida

Embora não aconteça na mesma proporção que no caso dos automóveis, a fraude de seguro de vida não é um evento raro. Muitas vezes, as indenizações não acontecem apenas por morte ou invalidez do segurado, mas também na ocorrência de doenças graves, como o câncer, por exemplo. Infelizmente, existem, inclusive, casos de assassinatos que foram motivados pela indenização do seguro de vida da vítima, no que, obviamente, deve ser tratado como um caso muito mais grave.

Acidente de trabalho

A fraude em acidentes de trabalho acontece, basicamente, quando funcionários de uma empresa forjam um acidente relacionado ao trabalho para receber indenizações já previstas no escopo da empresa, ou até mesmo para acioná-la judicialmente para exigir este tipo de pagamento. Muitas vezes, esses acidentes forjados ‘acontecem’ no trajeto de ida ou volta do trabalho, pois são momentos nos quais a empresa, em tese, não tem como comprovar a veracidade ou não dos fatos.

Como evitar fraude de seguro?

O Brasil é um país onde a fraude é agressiva e sofisticada, o que traz a necessidade de um bom trabalho antifraude por parte das empresas. No mercado de seguros, isso não é diferente. É preciso usar tecnologia precisa e escalável para manter o negócio sem as brechas de segurança que costumam seduzir os fraudadores.

As seguradoras têm investido, cada vez mais, em soluções tecnológicas que permitem a aplicação de modelos estatísticos e uso de dados para identificar padrões e tomar decisões em prol da segurança contra fraudes.

Dessa forma, as empresas conseguem fazer toda a checagem de dados cadastrais e das respostas das perguntas feitas antes do fechamento da apólice de maneira mais rápida, escalável e com mais segurança. Além disso, também é possível conhecer o comportamento dos bons e maus consumidores e checar a veracidade das ocorrências de sinistros.

No entanto, vale aqui uma ressalva: não importa o quão boa é a gestão interna de fraude de uma empresa, ela só enxergará um pequeno pedaço do ecossistema que envolve o problema. A visão de um gestor interno se limita às fraudes sofridas pela empresa e não enxerga fraudes que ocorreram em outros players do mercado. Esta limitação resulta na impossibilidade de prever novos ataques e na dificuldade de controlar a fraude de seguro em um negócio.

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Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.