21/01/2021 •
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Tecnologia Bancária: tendências e desafios de segurança

Saiba mais sobre as evoluções recentes nas transações e como ofertar produtos seguros para seus clientes com uso de Inteligência Artificial

 
 

Um dos setores mais afetados pela aceleração da transformação digital nos últimos anos é, sem sombra de dúvidas, o bancário. Afinal de contas, o que era uma tendência inerente ao avanço da tecnologia se tornou uma necessidade após o surgimento, crescimento e sucesso de algumas fintechs e bancos digitais.

Além disso, a rápida bancarização de milhões de brasileiros durante o período de pandemia também deixou ainda mais latente a necessidade das instituições oferecerem, por meio da tecnologia bancária, produtos e soluções financeiras mais simples e menos burocratizadas aos seus clientes, para que todos possam utilizar os bancos de maneira totalmente digital, sem complicações e com uma ótima experiência de usuário em sites e, principalmente, aplicativos para smartphones.

O problema, no entanto, é que, ao mesmo tempo em que a tecnologia bancária permite a criação de novos produtos e soluções, ela também faz com que surjam constantemente novos desafios de segurança às instituições. Questões que vão desde a autenticação de identidade em aberturas de contas digitais, ou emissões de cartões online, até a contratação de financiamentos e empréstimos sem a necessidade do cliente comparecer a uma agência ou enviar documentos físicos para a aprovação do crédito, passaram a estar presentes nas discussões entre executivos do setor de maneira nunca antes vista.

Afinal, na era dos bancos digitais, a inovação não pode ser desestimulada por crimes financeiros. Os bancos devem responder aos desafios de segurança com força tecnológica, ao mesmo tempo em que criam novos produtos e oferecem uma experiência sem atrito para seus clientes. A seguir, saiba mais sobre as tendências e evoluções recentes na segurança das transações bancárias:

Inteligência Artificial na Prevenção de Crimes Financeiros

Apontada nos maiores e mais recentes eventos internacionais do mercado financeiro como a chave do sucesso na prevenção e combate aos crimes financeiros, a Inteligência Artificial tem sido tratada com prioridade pelas instituições no Brasil.

Segundo a pesquisa de tecnologia bancária 2020, realizada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), houve um aumento de 72% em investimentos relacionados à Inteligência Artificial nas instituições financeiras do Brasil em 2019 (ano base da pesquisa). Ainda de acordo com o estudo, os investimentos feitos pelo setor bancário em tecnologia em 2019 cresceram 48% em relação ao ano anterior, e o orçamento total chegou a R$ 24,6 bilhões.

Isso acontece porque a Inteligência Artificial, somada à aplicação de técnicas de machine learning e outros avanços da tecnologia bancária, permite o processamento e a análise de um grande volume de dados complexos em processos críticos, tudo isso com muita rapidez. Desta forma, as instituições são capazes de otimizar a identificação de ameaças, ter rapidez na investigação de alertas e maior eficiência nas ações a serem tomadas, sem que todo esse processo seja perceptível aos clientes, que passam a ser autenticados sem incômodos na experiência de usuário.

Em um mundo totalmente imerso em meios digitais, a capacidade de processar e analisar dados de maneira escalável é primordial para diversas frentes, e isso não é diferente na prevenção à fraude. Equilibrando Inteligência Artificial e machine learning para interpretar os dados com a supervisão de um olhar humano especializado, fica muito mais fácil manter a segurança das informações intacta e os olhos atentos dos fraudadores cada vez mais longe.

Tecnologia Bancaria_

Internet das Coisas e Perspectivas de Consumo

Dizer que a era da Internet das Coisas (ou IoT, na sigla em inglês) trouxe novas perspectivas de consumo e novas possibilidade de negócio já não seria nenhuma novidade. A questão é que, ao se somar a esta equação a chegada da tecnologia de 5G ao Brasil e os mais recentes avanços em Inteligência Artificial, tem-se aí um cenário importante de avanços nas formas como instituições e clientes se relacionam e realizam transações financeiras.

Nunca antes foi tão real pensar na personalização e individualização de produtos e serviços financeiros como agora. Por meio dos dados gerados o tempo todo no mundo, as instituições podem aplicar tecnologia avançada para melhorar o atendimento em todos os pontos de contato com o cliente, bem como conhecer suas dores e necessidades para desenvolver novos produtos e serviços.

Movimento Open Banking no Brasil

Todos os bancos e outras instituições financeiras estão se preparando para o open banking no Brasil, não só para legislação, mas também para incrementar parcerias, gerenciar um alto volume de dados, atender seus clientes e fazer novos negócios.

A expressão, na tradução literal do inglês, significa ‘banco aberto’. Na prática, o significado é relacionado à abertura e integração dos sistemas de diferentes instituições financeiras, via APIs, para padronizar e facilitar a comunicação entre as empresas e possibilitar ao cliente mais liberdade para levar suas informações financeiras para achar melhor.

No open banking, os dados bancários de cada cidadão passam a pertencer ao próprio cidadão, e não mais às instituições financeiras – que costumavam ter total controle sobre cada aspecto de suas operações e como cada atividade era executada –, o que promete mudar a forma como este mercado funciona, impactando diretamente bancos, fintechs e outros negócios ligados ao setor.

Mobile Banking em Crescimento

Ainda de acordo com o relatório da Febraban, o mobile banking tem se tornado, cada vez mais, um canal chave para a contratação de produtos e para a realização de transações financeiras, com crescimento acentuado em operações de investimentos, seguros e depósitos virtuais.

Em 2019, segundo os números da pesquisa, houve um aumento de 34% na quantidade de contas ativas em mobile banking. Ao mesmo tempo, as transações de internet banking têm mostrado um viés de queda.

Em uma análise rápida, isso quer dizer que a tecnologia bancária segue uma tendência já vista em outros setores: os clientes querem movimentar suas contas e realizar suas transações sem ter que usar nada além de um smartphone conectado à internet. Por isso, atuar de forma efetiva e oferecer cada vez mais possibilidades em canais digitais já pode ser considerado uma grande obrigação das instituições financeiras.

Pagamentos Cada Vez Mais Rápidos

Uma das coisas que mais ajudam no crescimento do mobile banking é o nível de exigência do consumidor atual. Os clientes das instituições financeiras esperam acessar pagamentos instantâneos que sejam convenientes e seguros, assim como esperam ter novas alternativas para estas transações. E é justamente por isso que no Brasil, por exemplo, o Pix tem tido tanta adesão e as e-wallets (carteiras digitais) também seguem um viés de crescimento.

Pix

Com mais de R$ 150 bilhões em transações realizadas com menos de dois meses de operação, o Pix é um novo arranjo de pagamentos para transferências instantâneas que simplifica, agiliza, barateia e traz mais segurança à cadeia de pagamentos.

Por meio do Pix, pessoas podem transferir valores, pagar contas e recolher impostos de forma rápida, intuitiva e prática. Ao contrário do que se vê nas restrições de dias e horários para a realização de DOCs e TEDs, a nova plataforma funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e com o dinheiro imediatamente disponível ao recebedor.

E-wallets

Presentes no Brasil desde 2018, as e-wallets já fazem sucesso em países como a China, por exemplo, onde aproximadamente 70% da população economicamente ativa já usa este meio como o principal para pagamentos, com números que chegam aos trilhões de dólares em transações todos anos.

As e-wallets podem ser definidas, basicamente, como uma tecnologia que permite pagamentos e transferências de valores por meio de dispositivos móveis, principalmente smartphones, sem a necessidade de cartões de crédito físicos, por exemplo.

Via de regra, as e-wallets usam dois tipos de tecnologias para a realização das transações: o QR Code ou o NFC (pagamento por aproximação). No primeiro caso, o smartphone lê um código disponibilizado pelo lojista para finalizar o pagamento, enquanto o NFC realiza a transação apenas ao aproximar dois dispositivos.

Pagamentos em Mídias Sociais

A mudança drástica que a crise do novo coronavírus trouxe à rotina das pessoas fez com que os hábitos de consumo também mudassem. Novas formas de comprar e vender produtos e serviços vieram à tona, e, dentre elas, os pagamentos via redes sociais, como no caso do WhatsApp Pay, passaram a estar na pauta do mercado financeiro.

O WhatsApp Pay é uma ferramenta para transferência de valores desenvolvida pelo aplicativo e divulgada oficialmente em meados de junho do ano passado. Com ela, usuários podem, segundo a própria publicidade do WhatsApp, enviar e receber dinheiro com a mesma facilidade com a qual enviam e recebem mensagens.

Além das transferência bancárias para amigos e familiares, por exemplo, usuários poderão efetuar pagamentos de produtos e serviços de empresas que utilizam o WhatsApp Business.

Digitalização de Serviços

O estudo da Febraban mostra que 63% das transações financeiras do Brasil já são realizadas por canais digitais. Cada vez mais, os canais digitais vêm sendo utilizado como um canal principal, não só para o dia a dia, mas, também, para contratação de novos produtos, como seguros, crédito e investimentos.

Onboarding Digital

O processo de onboarding digital de clientes é a forma como uma instituição financeira acolhe e orienta novos clientes no uso de produtos e serviços. O objetivo é que tal processo faça com que clientes tenham a melhor experiência possível desde os primeiros passos da jornada de consumo. É o primeiro valor, é o que faz com que o cliente perceba, logo de cara, as vantagens que aquele produto ou serviço têm, sem qualquer fricção ou dificuldade.

Para fazer esse onboarding digital de forma escalável, as empresas do mercado financeiro têm utilizado cada vez mais Inteligência Artificial, que é aplicada para que, por meio de análise de dados, o atendimento, ainda que não humano, possa ser individualizado e personalizado.

Abertura de Contas por Canais Digitais

Graças às tecnologias mais modernas, abrir uma conta bancária não é mais uma tarefa que exige burocracia e deslocamento físico. Consumidores podem abrir contas utilizando apenas um smartphone e preenchendo poucos campos de informação. Rapidamente, por meio da análise de dados, a autenticação de identidade é realizada e a conta é aberta. Segundo a Febraban, foram mais de 6 milhões de novas contas abertas por mobile banking em 2019.

Empréstimo e Crédito

Assim como acontece na abertura de contas, a contratação de empréstimos e obtenção de crédito não precisa mais de burocracia e deslocamentos físicos. Por meio da tecnologia bancária, as instituições conseguem não apenas autenticar a identidade dos solicitantes, como também conhecer seu comportamento de compra, seus hábitos de consumo e pagamento, etc. Tudo isso para oferecer um crédito responsável, justo e com baixo risco de inadimplência.

O Futuro é Agora: ClearSale

Com tecnologia moderna e inteligência humana especializada, a ClearSale está ajudando os bancos a fazerem o que devem fazer melhor: entregar ótimos produtos aos seus clientes.

Como uma empresa dedicada à inovação, a ClearSale se diferencia com base na assertividade de suas decisões. Por meio de uma combinação única de tecnologia, análise e pessoas, a ClearSale pode oferecer soluções personalizadas de fraude para cada um de seus clientes.

Essa abordagem personalizada da fraude não apenas resulta em menos prejuízos e falsos-positivos, mas também oferece aos consumidores uma melhor experiência de compra. Para a ClearSale, essa abordagem centrada no cliente é mais do que uma maneira inteligente de fazer negócios, é uma filosofia enraizada no DNA da empresa.

Saiba mais sobre as tecnologias desenvolvidas para bancos, fale com a ClearSale:

Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.