23/10/2019 •
2 min. de leitura

KYC - Know Your Customer: saiba o que é, sua importância e como aplicá-lo

 

Veja como a segurança de empresas e consumidores está diretamente ligada ao tanto que se conhece de cada novo possível cliente

 

 
 

O leque de novas oportunidades de negócios que a economia digital abriu é vasto e indiscutivelmente proveitoso. O problema, no entanto, é que fraudadores e cibercriminosos, também imersos neste meio, aproveitam para sofisticar ainda mais suas maneiras de lucrar de forma ilícita.

Com isso, as organizações, principalmente as do segmento financeiro, passaram a adotar políticas de segurança e compliance para mitigar os problemas causados por fraudadores, e é neste contexto que surge o KYC (Know Your Customer, que significa ‘conheça seu cliente’, na sigla em inglês).

O que é KYC

Como o próprio nome sugere, KYC diz respeito a um conjunto de estratégias e ações que tem como objetivo final conhecer consumidores em cada especificidade, para que seja possível oferecer mais segurança e personalizar o atendimento em todas as etapas da interação com a organização.

Inicialmente, a ideia de KYC era uma forma que as empresas – especialmente as mais preocupadas com corrupção e lavagem de dinheiro – encontraram para evitar fraudes, já que conhecer melhor os clientes é um ótimo ponto de partida para evitar crimes de falsidade ideológica, por exemplo.

Entretanto, com o passar dos tempos, ficou claro que o KYC é, também, uma ótima ferramenta para outros processos.

Importância do KYC

O KYC deve ser entendido como uma ferramenta de prevenção e segurança. Ele é parte de um protocolo internacional de segurança, sendo essencial para conhecer o risco envolvido no Onboarding de Clientes e também para o cumprimento de exigências legais.

Um processo de KYC feito de maneira eficiente permite à organização conhecer a identidade do cliente, entender a natureza das atividades, garantir a legitimidade da fonte de renda, detectar padrões suspeitos ou potencialmente fraudulentos e interromper a fraude antes que ela aconteça.

Além disso, é possível avaliar riscos de crimes como lavagem de dinheiro, para potencializar a lucratividade lícita e a obtenção de resultados cada vez melhores.

KYC em políticas de compliance

O KYC é uma parte importante de uma política de compliance, mas, obviamente, não é a única. Afinal de contas, infelizmente, o ecossistema das fraudes e outros crimes financeiros não se restringe a clientes, fazendo com que conhecer colaboradores e parceiros seja igualmente fundamental.

KYE (Know Your Employee)

Em alguns casos, fraudes em mercado financeiros contam com a facilitação de colaboradores das empresas, já que estes têm acesso supostamente mais rápido a informações sensíveis e confidenciais. O conceito de KYE vem para mitigar o risco desse tipo de acontecimento, principalmente no momento da admissão, quando é possível fazer um rápido e preciso cruzamento de dados para saber que aquele novo colaborador tem conformidade com as políticas de compliance da empresa.

KYP (Know Your Partner)

Parceiros e fornecedores também podem ter, pela necessidade do trabalho, acesso a informações sigilosas. Com isso, aplicar uma política eficiente de KYP é igualmente importante. É cada vez mais comum que grandes corporações apliquem políticas severas de compliance em suas políticas de contratação de fornecedores e parceiros.

Como estruturar e implementar o KYC

Implementar o KYC em uma empresa passa, fundamentalmente, por criar uma cultura de segurança dentre o quadro de colaboradores, os quais precisam estar sempre engajados. Todas as áreas precisam estar constantemente atentas e dedicadas a adotar a análise de perfis como parte inicial de processos mais seguros.

Identificar o cliente

Mitigar o risco de crime de falsidade ideológica é o primeiro passo. Ou seja, é preciso saber que o cliente que está prestes a ingressar na empresa é, de fato, quem ele diz que é.

Nesta etapa, é importante colher dados cadastrais e cruzá-los com outras informações – como as do banco de dados de uma empresa especializada em combate a fraudes, por exemplo – para mapear o perfil e ter a certeza de que não é uma ação fraudulenta prestes a ser concretizada.

Estabelecer confiança

Se é ponto pacífico que nenhum tipo de relacionamento pode ser duradouro se não há confiança, a relação entre instituições financeiras e seus clientes, obviamente, também precisa deste laço.

Como não se confia naquilo que não se conhece, é função do KYC preencher esta lacuna e fazer com que a instituição possa classificar com clareza o nível de risco de cada relacionamento, inclusive para gerar vetos, em casos mais extremos.

Quando o risco é mitigado, a instituição consegue, entre outras coisas, oferecer maior rentabilidade e mais vantagens aos clientes, o que vai tornando a empresa cada vez mais atraente, e a relação de confiança fidelidade, cada vez mais sólida.

Continuidade

Para que o KYC seja eficiente, não basta que ele seja estruturado e implementado com correção, pois é preciso, também, que ela seja constantemente monitorado, avaliado e, consequentemente, melhorado.

A fraude, assim como outros crimes financeiros, é extremamente dinâmica. O risco pode aumentar ou diminuir de acordo com a incidência, ou não, de algum determinado fator, e isso tudo precisa estar no radar ativo do programa de KYC.

Como proteger sua empresa

Uma ferramenta que ajuda demais no processo de KYC é o Data Trust, a mais nova solução da ClearSale para validação inteligente de cadastros. Mais que uma ferramenta antifraude, ele torna o processo de autenticação mais rápido e seguro, gerando menos fricção entre empresas e consumidores, e consequente melhora na experiência de usuário, nos mais variados segmentos.

Conteúdo relacionado:

ClearCast: fraudes causam prejuízos no mercado financeiro

Banco PAN destaca parceria com ClearSale em evento de cartões e crédito

Data Trust é premiado no Santander Risk Tech Day 2019

Instituições financeiras têm evolução com o uso de soluções antifraude

Título

Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.