25/03/2020 •
2 min. de leitura

Due Diligence: o que é, objetivo e aplicações

Saiba mais sobre este processo, que é cada vez mais comum dentro dos protocolos de segurança das organizações

 
 

Você já ouviu falar no termo Due Diligence? Em tempos nos quais as oportunidades de negócio ganham inúmeras alternativas todos os dias, principalmente com o desenvolvimento desenfreado de novas tecnologias, é cada vez mais comum a adoção de novos protocolos de segurança e compliance para os mais variados setores do mercado, principalmente o financeiro. E é neste cenário que surge a Due Diligence.

Cada vez mais fundamental no mundo dos negócios, é uma prática que pode ser comparada a uma auditoria, embora seja mais aprofundada e complexa. Por isso, você vai encontrar neste post um conteúdo completo sobre o que abrange a Due Diligence, bem como sua importância quando aplicada corretamente. Confira!

O que é Due Diligence: entenda o conceito

A Due Diligence é o termo que, na tradução do inglês, pode ser definido como uma diligência prévia que se faz para o levantamento detalhado de informações de uma empresa, geralmente com foco em uma possível negociação, para que se possa ter maior segurança na realização de uma transação importante.

É uma espécie de auditoria que envolve o estudo, a análise e a avaliação detalhada de informações que não precisam ser, necessariamente, apenas de aspectos financeiros e contábeis, mas também previdenciários, trabalhistas, imobiliários, tecnológicos e jurídicos de uma organização.

O que é Due Diligence Financeira

A Due Diligence Financeira é um processo ainda mais profundo do que uma auditoria como é conhecida hoje em dia, feita mais especificamente para levantar informações sobre questões financeiras de uma organização.

Dessa forma, torna-se viável a análise mais diretamente ligada à oportunidade de negócio, bem como ao risco inerente que qualquer operação financeira traz consigo.

Por que fazer a Due Diligence

Os motivos que tornam a Due Diligence extremamente importante são diversos. Ao se realizar este processo da maneira correta, é possível extrair informações certeiras sobre a real situação da organização que está sob estudo, trazendo assim maior embasamento para uma tomada de decisão eficiente.

Como já se sabe, oportunidades e riscos fazem parte de todo o tipo de negócio, mas a forma como se faz a mensuração dos mesmos é o que pode fazer a diferença entre o sucesso ou não. Neste contexto, a Due Diligence Financeira consegue expor erros nas operações, possibilidades de fraudes, pontos críticos, etc.

De forma geral, pode-se dizer que o processo permite uma visão mais ampla da real situação de uma organização.

Quando é necessário fazer a Due Diligence?

Para o crescimento sustentável do negócio, fazer regularmente um processo de Due Diligence é sempre recomendável. No entanto, por se tratar de um trabalho profundo e complexo, nem sempre é possível alcançar este 'mundo ideal'.

Por isso, pode-se dizer que a Due Diligence é praticamente obrigatória em grandes movimentações empresarias, como compras, vendas, fusões, incorporações e outras ações do gênero. Afinal de contas, somente com este processo bem realizado será possível conhecer a fundo alguns detalhes importantes para este tipo de tomada de decisão.

O que a Due Diligence Financeira analisa

A gama de coisas que a Due Diligence Financeira analisa pode ser bastante grande, mas sem dúvida há algumas que são mais comuns e que não podem deixar de ser consideradas para que o melhor resultado seja alcançado. Veja quais são:

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Documentos financeiros

Idealmente, absolutamente todos os documentos e registros financeiros devem ser avaliados e submetidos a um estudo criterioso. Balanços e demonstrações de resultados e demonstrações financeiras, preferencialmente dos últimos quatro ou cinco anos, devem entrar no processo. Certidões fiscais, dados sobre ativos e passos da empresa, declarações tributárias e atas relevantes também podem entrar na Due Diligence Financeira.

Ou seja, é uma análise que se concentra em verificar dados financeiros e avalia a performance do negócio. Ganhos, bens, fluxo de fundos, dívidas, administração e plano de negócio também são considerados neste momento da análise.

Relatórios fiscais e contábeis

A análise anteriormente citada trará, obviamente, resultados. A partir destes resultados, muitos relatórios provavelmente serão produzidos para atestar riscos e oportunidades de melhorias, além de indicar o que já tem funcionamento eficiente dentro das organizações.

Cabe ao processo de Due Diligence Financeira fazer uma análise profunda também destes relatórios, para que pontos importantes sejam considerados e, se necessário, devidamente reportados para as instâncias competentes.

Esta análise necessita uma revisão minuciosa de livros e documentos fiscais por parte de profissionais com conhecimentos específicos no código tributário e nas jurisdições aplicáveis em um determinado caso que está sob avaliação.

Dados legais

Esta parte tem o objetivo de examinar os fundamentos legais de uma transação. É uma etapa que envolve as áreas que incluem estrutura legal, contratos, empréstimos, propriedade e litígios pendentes.

Todas as informações obtidas nos parágrafos anteriores deste artigo geram dados, e dados são informações valiosas, inclusive legalmente falando. Quando se faz uma análise dos mesmos, muitos aspectos que, de outra maneira, poderiam passar batidos ou simplesmente ser ignorados, agora podem induzir a ações importantes e com muito ganho embarcado, principalmente em cada tomada de decisão, que passa a ser feita considerando o resultado de todo este processo.

Momento ideal da Due Diligence Financeira

Idealmente, a Due Diligence Financeira deve ser realizada antes de qualquer movimento importante de uma organização, já que seus benefícios são diversos e seus resultados geram segurança para todas as partes envolvidas, por exemplo, em uma transação financeira significativa.

Movimentos societários, como fusões e aquisições empresariais, são os que mais costumam recorrer a este processo. No entanto, sempre que investimentos significativos estão em jogo, é recomendável que se faça a Due Diligence Financeira com extremo cuidado, para mitigar os riscos e diminuir a possibilidade de transtornos futuros.

Principais aplicações da Due Diligence

Como dito anteriormente neste artigo, a Due Diligence pode ser aplicada em diferentes áreas de diferentes empresas. Para explicar melhor cada aplicação, separamos abaixo as que podem ser chamadas de mais comuns. Confira abaixo!

Financeiro

A aplicação da Due Diligence na área financeira consiste em uma análise profunda dos controles financeiros da empresa, assim como de relatórios gerenciais, orçamento empresarial e projeções para o negócio.

Legal

No âmbito legal, a Due Diligence tem muita relação com o compliance. Cabe a ela identificar se a atuação da empresa está, ou não, em conformidade com a legislação, normas e regulamentações sob as quais ela deve atuar. Ou seja, é uma aplicação voltada às seguranças ética e jurídica.

Fiscal e Tributário

Do ponto de vista fiscal e tributário, a Due Diligence avalia documentos e processos relacionados ao recolhimento de impostos e coisas do gênero, com o intuito de identificar falhas e apontar melhorias para o cumprimento das obrigações tributárias da empresa.

Importância da Due Diligence Preventiva

No começo deste artigo, citamos a importância em se fazer Due Diligence recorrentemente nas empresas, e não apenas em situações específicas que praticamente exigem este tipo de ação.

O nome que se dá a isso é Due Diligence Preventiva, e nada mais é do que uma Due Diligence feita para avaliar constantemente, e com profundidade, a real situação de uma empresa, evitando suposições frágeis e pouco embasadas para decisões do dia a dia, e não apenas em grandes movimentações comerciais.

Processo para fazer a Due Diligence

Para realizar adequadamente o processo de Due Diligence, antes de qualquer coisa é preciso definir a motivação, podendo ser preventiva ou por alguma grande movimentação da empresa.

Feito isso, começa a parte prática. É preciso definir o time que ficará responsável por ela. Quanto mais multidisciplinar esse time, melhor. No entanto, é essencial que ela tenha profissionais das áreas de controladoria, contabilidade, jurídica, recursos humanos e tributária.

A partir disso, é preciso começar a estruturar a coleta profunda de informações em todas as áreas da empresa citadas anteriormente neste artigo, sendo a definição de um questionário a ser respondido uma ótima estratégia.

Por ser um processo complexo, é recomendável que se procure empresas e profissionais especializados neste tipo de trabalho. Além de mais experientes, eficientes e ágeis, essas empresas costumam firmar acordos de confidencialidade e ser mais isentas na avaliação de cada documento.

De qualquer forma, tendo sido realizada internamente ou por uma equipe contratada, após a análise de todos os documentos e informações, a equipe designada avaliará o que foi reunido e identificará os pontos positivos e negativos da empresa. Assim, riscos serão informados e as oportunidades serão mais bem conhecidas.

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Escrito por

Jornalista responsável pela produção de conteúdo da ClearSale, é graduado pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduado em Comunicação Multimídia pela FAAP. Tem 10 anos de experiência em redação e edição de reportagens, tendo participado da cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Renovado após seis meses de estudo e vivência no Canadá, aplica agora seus conhecimentos às necessidades do mundo corporativo na era do Big Data.