27/09/2022 •
2 min. de leitura

Autenticação digital: entenda o que é e como funciona

Você tem dúvidas sobre o uso de autenticação digital? Então, confira nosso artigo completo, pois explicamos tudo o que você precisa saber sobre o tema!

 
 

Por mais que seja uma prática recorrente, a assinatura de documentos em papel está caindo em desuso. Além da questão sustentável, os custos financeiros e de deslocamento podem ser altos, o que fez várias empresas aderirem aos mecanismos de autenticação digital.

Neste artigo, trouxemos informações que vão ajudar você a entender todos os detalhes por trás da autenticação digital. Explicamos o que é, para que serve, como funciona, os tipos, fatores e esquemas, destacando a importância desse procedimento no combate a fraudes e à falsidade ideológica. Continue a leitura para ficar por dentro do tema!

O que é autenticação digital?

No ambiente online, a autenticação digital consiste em um meio de fazer a prova em relação à identificação de alguém. Para que um documento seja compartilhado na Internet, é preciso que o emissor ou o autor dele seja devidamente identificado — para evitar problemas de falsidade ideológica, por exemplo.

Dessa forma, o indivíduo não precisa mais se deslocar para assinar um documento. Ele pode fazer isso de casa ou do escritório, desde que esteja munido das ferramentas certas. Falaremos adiante sobre os tipos de autenticação digital, mas é importante explicar, desde já, os fatores e esquemas de autenticação.

O primeiro contempla três informações que podem ser requeridas na autenticação digital: conhecimento, posse e biometria. O conhecimento consiste em fornecer informações como senhas ou números específicos, sendo bastante usado para o login de usuários em diversos aplicativos, inclusive bancos e redes sociais.

O segundo diz respeito a alguma coisa que a pessoa tem, podendo ser um computador ou um token, por exemplo. Por fim, a biometria é a que mais se encaixa nessa temática da assinatura eletrônica de documentos, visto que lida, entre outras coisas, com impressões digitais e reconhecimento por voz.

Em relação aos esquemas, eles podem ser de quatro tipos.

Autenticação local

Nesse esquema, todos os dados de um usuário são mantidos em um aplicativo, de modo que, na maioria das vezes, eles não são compartilhados com outras aplicações.

Autenticação centralizada

Com as mesmas informações de acesso, o usuário pode entrar em várias aplicações diferentes, podendo, inclusive, assinar documentos digitalmente.

Autenticação global

Esse tipo dá, aos usuários, o acesso direto aos serviços de autenticação.

Autenticação globalizada e aplicativo da web

É considerado o mais seguro dos quatro, visto que usa pelo menos dois fatores para que os usuários acessem aplicativos e possam assinar documentos digitalmente.

Para que serve a autenticação digital?

Antigamente, a segurança jurídica de documentos era algo que só existia na versão impressa. Hoje, com a autenticação digital, é possível conferir essa mesma validade, visto que a solução serve para identificar os autores e assinantes de um documento.

Tudo isso pode ser feito sem a necessidade de a pessoa estar presente fisicamente em algum lugar. Independentemente de onde o indivíduo estiver, a autenticação digital será um procedimento válido e seguro, também em termos da lei.

Como ela funciona?

O princípio básico para ocorrer a autenticação digital é uma das pessoas envolvidas dar fé em determinado documento. Por mais que a versão impressa tenha riscos inerentes, é fato que, no ambiente digital, outras questões precisam ser levantadas em relação à autenticidade.

Para assegurar que as pessoas sejam devidamente identificadas, usa-se um protocolo criptografado. Na prática, isso é feito por uma empresa especializada, responsável pela criação de um formulário. A ideia é fornecer, na plataforma dessa empresa terceirizada, uma chave criptográfica — um código com várias informações, inclusive as pessoas que têm acesso ao conteúdo do documento.

Após o recebimento, o destinatário modifica a chave criptografada, de modo a autenticar o documento. Como já falamos, a autenticação pode ocorrer com base em pelo menos dois fatores, entre três possíveis (conhecimento, posse e biometria). Alguns exemplos de documentos que podem passar por esse processo são:

  • certificações técnicas;
  • circulares;
  • laudos;
  • relatórios;
  • ordens de compra.

Quais são os principais tipos de autenticação digital?

Por mais que uma autenticação digital use os três fatores, ela ainda estará suscetível a ataques cibernéticos em algumas situações. No entanto, via de regra, os tipos que serão citados a seguir têm uma boa segurança, desde que os usuários tomem cuidados como não compartilhar esse tipo de informação com terceiros.

Token

O token é um dispositivo físico, responsável por criar códigos de acesso temporários a uma aplicação. Com apenas um clique, o token cria uma senha e proporciona mais segurança.

Antes do token, se um terceiro adquiria os dados de conta, agência e senha de uma pessoa, ele já podia cometer atos ilícitos. Bancos sempre são alvo potencial de criminosos virtuais, e a ideia do token é justamente coibir essas ações lesivas aos clientes de uma instituição bancária ou financeira.

Na prática, os caracteres da senha gerados no token são aleatórios, dificultando a aplicação de golpes. Além disso, dentro de alguns segundos essa senha expira.

Senha e autenticação baseada em PIN

A senha e o PIN (Personal Identification Number) são mecanismos bastante simples de autenticação digital — e bastante usados. 

Vale lembrar que o fator de autenticação de ambos é o conhecimento, por isso, é muito importante o usuário não compartilhar essas informações com ninguém, nem mesmo familiares e amigos. Caso o invasor ataque algum dispositivo de um parente, por exemplo, é possível que ele tenha acesso à sua senha.

É bastante comum o PIN ser usado para desbloquear celulares, mas o uso dele vai além, envolvendo pagamentos e transações bancárias. Além disso, o PIN pode ser composto não apenas por números, mas também por caracteres. 

Outra característica importante do PIN é que, mediante tentativas incorretas de digitação, o usuário terá que recorrer a outros meios de destravar alguma aplicação.

Nos subtópicos seguintes, falamos de algumas possibilidades de os criminosos conseguirem descobrir o PIN e a senha de um usuário. Confira!

Engenharia social

Essa é uma prática muito recorrente para obter senhas e PINs. Existem várias formas de fazer engenharia social, sendo que uma delas é o criminoso se passar, por exemplo, por um amigo da pessoa. Isso passa a ser possível quando o hacker tem informações suficientes sobre alguém, incluindo, entre outras coisas, os lugares frequentados e o círculo de amizades.

Dessa forma, a pessoa dificilmente vai desconfiar que aquele "amigo" é, na verdade, um criminoso. A partir do momento em que uma confiança é firmada, o hacker pode se aproveitar e pedir que a pessoa clique em um link enviado por e-mail ou WhatsApp, por exemplo. Ao clicar, a vítima é direcionada a uma página falsa na web, onde a senha, o PIN e vários outros dados confidenciais serão roubados.

Conta hackeada

Criminosos também podem agir da seguinte forma: enviam uma mensagem ao usuário dizendo que ele precisa confirmar que entrou em um aplicativo específico ou que o app em questão corre risco de ser invadido. Se a pessoa acreditar, ela pode ser direcionada a um site falso e ter os dados roubados, assim como acontece no ataque de engenharia social.

Wi-Fi inseguro

Lugares públicos tendem a ter redes gratuitas sem fio, e não é raro que os criminosos se aproveitem disso. Uma vez que o usuário entra na rede de forma inadvertida, ele pode ter os dados sequestrados, inclusive senhas e PINs. Não obstante, todas as informações compartilhadas nessa rede falsa ficam acessíveis ao hacker, como conversas e transações bancárias.

Autenticação de chave pública e privada

Este tipo de autenticação é baseada em criptografia. Basicamente, o mecanismo é usado para tornar as mensagens trafegadas na rede ininteligíveis, dificultando o trabalho dos criminosos. A chave pública, como o nome sugere, é compartilhada na rede, de modo que o destinatário receba o documento e use uma chave privada para descriptografar.

Diferentemente da chave pública, a chave privada não é compartilhada na rede, sendo apenas de conhecimento do seu dono. É justamente dessa forma que funcionam os certificados digitais. O que ocorre, na prática, é um processo de criptografia via software, que faz cálculos matemáticos antes de criar uma chave.

Ao contrário do próximo tipo de autenticação digital, estamos lidando, aqui, com chaves assimétricas.

Autenticação de chave simétrica

Em uma autenticação de chave simétrica, usa-se apenas uma chave, que é compartilhada pelo usuário em um servidor de autenticação — responsável por atribuir a autoria de uma mensagem a esse usuário.

Em outras palavras, a criptografia e a descriptografia são feitas com a mesma chave, o que é considerado seguro em situações como transações com cartão e aplicativos de pagamento.

Autenticação baseada em SMS

Por mais que os aplicativos de mensagem como WhatsApp e Telegram tenham se popularizado, o SMS ainda é empregado na autenticação digital. O usuário recebe um código por mensagem de texto e insere a senha para encerrar o processo de login, o que reduz o risco de fraudes — principalmente se for usada a verificação em dois fatores.

Autenticação de identidade digital

Além de usar os três fatores de identificação, esse tipo de autenticação digital usa várias outras informações. A ideia é combinar, por exemplo, dados de localização, conta bancária e comportamento desse usuário para proporcionar um login seguro na rede em tempo real.

Um termo relacionado com a autenticação de identidade digital é o CIAM , ou gerenciamento de identidade e autenticação do consumidor. Na prática, essa gestão pode ser feita por software, responsável por fornecer vários recursos adicionais como:

  • gerenciamento de contas de autoatendimento;
  • registro de clientes;
  • gerenciamento de consentimento e preferências.

Biometria

A biometria é um dos três fatores de autenticação. Os principais subtipos dessa autenticação digital são:

  • reconhecimento facial — usa algoritmos de Inteligência Artificial para permitir que smartphones e outros dispositivos sejam capazes de reconhecer uma pessoa com precisão;
  • impressão digital — usada bastante para o usuário acessar contas bancárias, por exemplo;
  • reconhecimento ocular — visa a identificar pessoas pela íris ou pela retina;
  • reconhecimento de voz — é um método de autenticação digital bastante robusto, visto que a voz de um indivíduo é única.

Qual é a importância da autenticação digital?

Da mesma forma que a segurança é crucial em uma casa, os cuidados em relação ao ambiente online devem ser redobrados. Imagine o seguinte cenário: um criminoso não faz outra coisa a não ser realizar varreduras na rede, com o objetivo de encontrar brechas e executar ataques.

É justamente por esse motivo que os algoritmos de criptografia e outras soluções de autenticação digital devem dificultar ao máximo o trabalho desses criminosos. Isso implica, por exemplo, elevar o esforço computacional em conseguir acessar uma chave privada ou até mesmo o conteúdo criptografado de um documento.

No caso específico das empresas, é de grande importância que elas usem o certificado digital. Essa é uma solução que pode ser armazenada em token, de modo a aumentar a segurança no envio de documentos e transações financeiras. Na hora de prestar contas junto à Receita Federal, esse dispositivo é usado para assegurar a integridade e a consistência de todas as movimentações financeiras da companhia.

Para obter o certificado digital, a empresa precisa fazer uma solicitação junto a uma autoridade certificadora autorizada pelo Instituto de Tecnologia da Informação (ITI). Entre os tipos de certificados, a assinatura digital é a que costuma ser mais solicitada, principalmente pela vontade das empresas de reduzir o uso de papel e tinta de impressora.

O uso de bons softwares e soluções robustas é essencial para a empresa evitar problemas de autenticação digital de documentos. Trata-se de um investimento que não deve ser negligenciado, visto que, muito provavelmente, a empresa sofrerá ataques cibernéticos, podendo ter prejuízos financeiros e de reputação incalculáveis.

A autenticação digital é composta por fatores, esquemas e vários tipos. O uso de papel está ficando cada vez mais obsoleto, fazendo as empresas aderirem a meios mais robustos de assinar e enviar documentos com segurança, evitando a interceptação de terceiros.

Se este conteúdo ajudou você a entender melhor sobre a importância da autenticação digital, que tal saber como a ClearSale pode ajudar o seu negócio a barrar fraudes B2B?

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